Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, a presidente afastada Dilma Rousseff disse que espera que a eleição de um novo presidente da Câmara acabe com a influência do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Casa. 

– Dilma afirma que não há consenso sobre novas eleições presidenciais

Anúncios
Continue lendo após o anúncio

“Temos de interromper este processo (de controle sobre os parlamentares). O primeiro passo é o que hoje estamos vendo na Câmara, com grande quantidade de candidaturas”, disse Dilma Rousseff.

Presidente Dilma Rousseff, no entanto, evitou fazer críticas pessoais ao presidente interino Temer
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

Presidente Dilma Rousseff, no entanto, evitou fazer críticas pessoais ao presidente interino Temer

Nesta quarta-feira (13), deve ocorrer a eleição para o presidente da Câmara a partir de 16h. Até este momento, são 14 candidatos que estão concorrendo para a vaga. Petistas e aliados devem apoiar o ex-ministro da Saúde da presidente afastada, Marcelo Castro (PMDB-PB), que votou contra o impeachment.

Os parlamentares petistas também mantiveram contatos com interlocutores de Rodrigo Maia (DEM-RJ) durante o início da semana, mesmo ele que ele represente um dos principais líderes do impedimento da presidente afastada e conte com o suporte do PSDB. Já o chamado centrão, com aliados de Eduardo Cunha, aposta na candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF) para vaga do deputado afastado.

‘Injustiça’

Durante a entrevista, a presidente afastada Dilma Rousseff voltou a dizer que é vítima de uma injustiça, mas que ainda acredita na reversão do processo de impeachment na votação do Senado. “Eu só serei uma carta fora do baralho em 1º de janeiro de 2019, quando termina o meu mandato”, afirmou a ex-presidente petista.

Dilma também fez críticas à gestão econômica do presidente em exercício, Michel Temer. “Algumas das medidas deste governo interino são mera continuidade do que estávamos fazendo. Outras, no entanto, ferem os direitos coletivos e individuais. É um absurdo pensar que os ajustes necessários para recompor o equilíbrio fiscal atinjam um dos setores que são o coração de toda a sociedade, que é a educação”, afirmou, em uma crítica à PEC dos gastos públicos do governo Michel Temer.

A presidente afastada, no entanto, evitou fazer críticas pessoais ao atual presidete. “Quando eu voltar à Presidência, eu não tenho vontade de vingança nem de retaliação. Eu simplesmente não pretendo encontrá-lo, porque não teria o que dialogar, o que trocar”, disse Dilma, afirmando que não imaginava que Temer fosse passível de sofrer a influência do grupo político de Eduardo Cunha. 

Anúncios
Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui