Diretor do presídio de Guanhães é preso por suspeita de corrupção

A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça determinou a prisão preventiva do diretor do presídio regional de Guanhães. Ele é alvo de investigações que apuram crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e prevaricação no estabelecimento prisional. Conforme o MPMG, a sua liberdade colocaria em risco as apurações criminais e a ordem pública. Ele está preso em uma unidade prisional da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas recebidas pelo MPMG que apontaram que o diretor teria solicitado a um preso o valor de R$5 mil em troca de transferir o custodiado para cela do regime semiaberto. Além disso, o investigado teria permitido que um outro preso permanecesse no meio externo, durante semanas, forjando o exercício de trabalho externo. As denúncias foram confirmadas por agentes penitenciários ouvidos pela Promotoria de Justiça de Guanhães e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Além disso, detentos ouvidos confirmaram que o diretor solicitou valores em troca de benefícios aos presos. O MPMG também investiga a revenda de substâncias ilícitas pelo investigado dentro da própria unidade prisional.

Ao julgar o pedido do MPMG, a Justiça considerou que a prisão preventiva do diretor é necessária para a conveniência da instrução criminal, uma vez que o investigado teria ameaçado testemunhas e ocultado provas. “O mero afastamento do diretor de suas funções, bem como, ainda, a aplicação de outras medidas cautelares, são insuficientes para a garantia da instrução criminal e da ordem prisional”, diz trecho da decisão.

A Justiça também determinou a expedição de mandando de busca e apreensão, que foi cumprido no presídio de Guanhães e nas residências do diretor e de outras pessoas investigadas.

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