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Eduardo Cunha, que havia sido afastado da direção da Câmara, renunciou na semana passada
André Dusek/Estadão Conteúdo – 13.7.2016

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Eduardo Cunha, que havia sido afastado da direção da Câmara, renunciou na semana passada


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O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reagiu ao discurso do líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), que condenou a fala do peemedebista na sessão da última terça-feira (12) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quando disse que os parlamentares que o julgam hoje podem viver a mesma situação no futuro. Os parlamentares trocaram farpas na sessão da CCJ destinada a apreciar o recurso do peemedebista contra o processo de cassação aprovado pelo Conselho de Ética.

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Na última terça-feira (12), Cunha disse que 117 parlamentares possuem inquéritos ou ações penais e que, se votarem contra seu recurso, poderiam abrir um precedente perigoso contra eles mesmos. “Hoje sou eu. É o efeito Orloff. Vocês amanhã”, declarou. Nesta quarta-feira (13), o peemedebista reiterou que cabe à Justiça julgá-lo e, ao final, eventualmente determinar a perda do mandato.

Molon afirmou que o País inteiro havia interpretado o discurso de Cunha como intimidação
André Dusek/Estadão Conteúdo – 13.07.2016

Molon afirmou que o País inteiro havia interpretado o discurso de Cunha como intimidação


Molon afirmou que o País inteiro havia interpretado o discurso de Cunha como intimidação. “Esse recado em tom de ameaça é inaceitável para essa Casa”, disse. Irritado, Cunha negou que tenha ameaçado e rebateu a interpretação de Molon: “Isso é má-fé”, respondeu.

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A sessão já dura cinco horas e tem sido marcada por manobras do grupo de Cunha para impedir que o recurso seja votado nesta quarta-feira. Aliados do peemedebista têm usado a todo momento o direito a palavra, feito discursos longos e questionamentos protelatórios. O presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), tem sido tolerante com os pedidos do grupo do peemedebista.

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