Educadores de João Monlevade protestam nesta quarta contra ‘reformas’ de Temer

Educadores de João Monlevade vão parar nesta quarta-feira (15) em protesto às propostas de reformas trabalhistas e da Previdência Social do governo federal. A ação faz parte de movimento nacional de paralisação, que tenta influenciar as votações no Congresso – com maioria governista, mas bases divididas.

Não haverá aulas em escolas estaduais e nem em boa parte da rede municipal, segundo dirigentes do Sindicato dos Servidores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon).

Alguns educadores seguem para Belo Horizonte, onde é organizado grande ato na capital mineira com diversas categorias profissionais. Outra parte participa de mobilização contra as reformas trabalhistas em João Monlevade, às 16h, na Praça do Povo.

Segundo a coordenadora do Sind-Ute na cidade, Maria do Sagrado Coração Rodrigues Santos, a princípio a paralisação das atividades nas escolas estaduais em João Monlevade ocorre apenas amanhã. “Por enquanto não vamos aderir à greve. As escolas ainda estão analisando os fatos para posteriormente tomar decisão sobre o assunto”, falou.

A presidente do Sintramon, Isaura Bicalho, também disse que a paralisação é de um dia. “Os educadores municipais estão bem organizados e mobilizados. Vamos lutar contra essa PEC que arrasa principalmente com mulheres e professores”, enfatizou.

Convocação nacional

A paralisação desta quarta-feira é resultado de uma convocação nacional feita por entidades sindicais e profissionais do país. O foco principal é protestar contra as reformas Trabalhistas e da Previdência. Na área de educação, entram ainda reivindicações ligadas ao segmento, como críticas à reforma do ensino médio e o movimento Escola Sem Partido.

As propostas de reforma previdenciária e trabalhista representam um recuo histórico em direitos do trabalhador. Vai afetar com ainda mais força setores já fragilizados da sociedade, como trabalhadores rurais, pensionistas e as mulheres.

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