Mais confiante, ginasta de 1,35m de altura e 16 anos evolui neste ano e lidera o Brasil em busca da vaga nas Olimpíadas: “É tudo pela equipe agora”

Flávia Saraiva já estava acostumada aos pedidos de fotos depois de cada competição, só que aquele pedido não era de qualquer fã. O bom desempenho da baixinha de 1,35m encantou não apenas o público italiano no Troféu Jesolo, mas também a americana Aly Raisman, atual campeã olímpica do solo, que posou ao lado da brasileira. Há menos de um mês, a ginasta de 16 anos fez a melhor prova de sua vida, se firmando como destaque do Brasil para o evento-teste, que distribuirá as últimas quatro vagas olímpicas por equipes no próximo domingo – o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. Em grande evolução na temporada, a Pequena Notável despontou como candidata ao posto de maior estrela do Aquece Rio, mesmo que só coloque como meta classificar o time verde-amarelo para as Olimpíadas.

– Eu comecei muito bem o ano. Estamos treinando mais forte neste ano para nos classificarmos como equipe. Os resultados me deram mais confiança, porque vi que posso melhorar. Eu fiz o que treinei. Estou trabalhando bastante para dar o melhor. Todas nós estamos treinando muito. Nossa prioridade é classificar a equipe. Não tenho objetivo individual. É tudo pela equipe agora – disse a ginasta.

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Flavinha abriu a temporada conquistando dois ouros e uma prata na etapa de Baku da Copa do Mundo, em fevereiro, com direito a uma nota 15,150 na trave, a melhor de sua carreira e a sexta melhor da temporada. No mês passado, ela defendeu o Brasil no Troféu Jesolo e brilhou, somando 58,400 pontos, nota que lhe renderia o quarto lugar no individual geral do Mundial de 2015. A Pequena Notável aumentou o grau de dificuldade de suas séries – principalmente no salto – e conseguiu ser mais segura e constante.

– Se ela mantiver isso no evento-teste, será ótimo. Esse é o objetivo. Estávamos trabalhando desde o Mundial a estabilidade dela, mais segurança. Ela apresentou o que tínhamos programado. Cresceu muito. Em Baku ela foi segura nos três dias de competição. Antes ela começava a competição bem, mas não conseguia manter a segurança. Este ano ela conseguiu. Na Itália, ela somou muito bem. Se ela soma isso no Mundial vai muito bem. Jesolo não era nossa competição alvo, mas queríamos uma boa competição. Foi a mais importante da Flávia, porque as americanas estavam lá. Queríamos ver como ela estava em relação às melhores – disse o técnico Alexandre Carvalho.

Flávia mostrou que seu espaço entre as melhores vai além da foto e da tietagem de Aly Raisman. Ela foi a quarta colocada em Jesolo, atrás apenas das americanas Gabby Douglas, Ragan Smith e Laurie Hernandez. No ranking da temporada, ela tem a sexta melhor soma de pontos. Continua cativando pelo seu carisma natural – sua série de solo sempre é acompanhada por palmas da torcida -, mas também passou a impressionar por seu desempenho. Cada vez mais, a ginasta curte seu estrelato.

– Nas ruas, as pessoas pedem para tirar foto e falam: “Ai, vi você na TV”. Acho muito legal. Na competição, eu não presto atenção nisso. Eu foco em mim. Nem fico vendo se as outras meninas estão me olhando – disse Flavinha.

A comissão técnica do Brasil está atenta à grande expectativa dos torcedores por um bom desempenho de Flávia no evento-teste, mas tira dos ombros da garota o peso da classificação. A equipe precisa mais do que o brilho da Pequena Notável para se classificar para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

– Ela é muito nova. Estamos pensando muito no grupo agora. Não passamos essa responsabilidade (de ser estrela) para ela. Falamos só em equipe. Não adianta uma só ir bem. Esta é nossa grande preocupação: que todas se apresentem bem. Tiramos esse peso da Flávia – disse Alexandre.

Carolyne Pedro, Jade Barbosa, Lorrane dos Santos, Rebeca Andrade, Daniele Hypolito, Milena Theodoro e Flávia Saraiva formam equipe do Brasil (Foto: Divulgação)Carol, Jade, Lorrane, Rebeca, Dani, Milena e Flavinha defendem o Brasil no evento-teste (Foto: Divulgação)

Além de Flavinha, o Brasil vai contar com Carolyne Pedro, Daniele Hypolito, Jade Barbosa, Lorrane dos Santos Milena Theodoro e Rebeca Andrade – a reserva será definida após o treino de pódio. Favoritas, as meninas disputam quatro vagas com Alemanha, Austrália, Bélgica, Coreia do Sul, França, Romênia e Suíça.

programação do evento-teste

Sábado (16/04) – Classificatória individual e final por equipes masculinas
10h30 – Subdivisão 1 (Equipes: ALE, CAN; Individuais: COL, JPN, GBR, AZE, LTU, POR, ARM, AUS, GRE, HKG, ARG, SUI, CRC, CRO)

14h30 – Subdivisão 2 (Equipes: ROM, ESP, FRA; Individuais: TAW, HUN, BEL, EUA, UZB, AFS, RTC, AGL, COR, PUR, BRA)

18h30 – Subdivisão 3 (Equipes: UCR, HOL, BLR; Individuais: MEX, CHI, IRL, TUR, ITA, NOR, CHP, NZL, VIE, CHN, JAM, ISR, CUB, FIN)

Domingo (17/04) – Classificatória individual e final por equipes femininas
9h30 Subdivisão 1 (Equipes: AUS, ROM; Individuais: HUN, CHN, POL, CRO, COL, IND, JPN, BLR)

13h Subdivisão 2 (Equipes: BRA, SUI; Individuais: AZE, SVK, UCR, MAS, VEN, ARG, ARM, GRE, GBR, UZB)

16h30 Subdivisão 3 (Equipes: ALE, COR; Individuais: ESP, SUE, CUB, TTO, NZL, PER, POR, GUA, CHI, VIE)

20h – Subdivisão 4 (Equipes: BEL, FRA; Individuais: CAN, SLO, IRL, AGL, JAM, ISL, MEX, ITA, AUT, TUR)

Segunda-feira (18/04) – Finais por aparelhos
13h10 – Solo masculino e salto feminino
14h25 – Cavalo com alças e barras assimétricas
17h10 – Argolas
18h – Salto masculino
18h40 – Trave
20h30 – Barras paralelas, barra fixa e solo feminino

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