Ordem das autoridades na mesa - da esquerda para direita Perita Criminal Daniella Rodrigues Caldas Leite Delegado responsável pelo Inquérito Policial - Paulo Tavares Delegado Assistente da Chefia da PCMG - Rodrigo Bustamante Superintendente de Polícia Técnico-Científica - Thales Bittencourt de Barcellos e Os médicos legistas, Tatiana Telles e Koeler de Matos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), convocou uma coletiva de imprensa na tarde deste sábado (5), na Academia da Polícia Civil, em Belo Horizonte, para informar sobre o andamento das investigações e sobre a liberação dos corpos das 18 vítimas.

Rodrigo Bustamante, Delegado Assistente da Chefia da PCMG, falou da logística feita pelo órgão para a realização dos trabalhos do Instituo Médico Legal, e transporte dos corpos até a capital. Segundo ele, além de aeronaves foram enviadas equipes de peritos e médicos legistas e rabecões que fizeram o translado dos corpos até o IML de Belo Horizonte.

A Perita Criminal Daniella Rodrigues Caldas Leite, detalhou os minutos finais da tragédia. Segundo ela, enquanto o veículo seguia pela rodovia federal, em um trecho ascendente ele iniciou um movimento de marcha a ré, desceu sem controle, atingiu a traseira no lateral esquerda da ponte e caiu em um barranco a 26 metros de profundidade e na sequencia virou e bateu de frente a 34,5 metros de altura, já sobre a linha férrea. Todos os procedimentos relacionados à perícia foram feitos no local e outros exames complementares ainda estão sendo feitos para analisar uma possível falha no veículo. O tacógrafo, que mede a velocidade do veículo, foi retirado e passará por análises.

Os médicos legistas, Tatiana Telles e Koeler de Matos falaram sobre os trabalhos para identificação e liberação dos corpos. Koeler de Matos após análise preliminar no local, foi deslocado aeronave com dois legistas para auxiliar na identificação dos problemas. Ficou definido que os corpos seriam encaminhados para o IML da capital devido aos equipamentos disponíveis lá. Disse que o motivo também seria pelo fato de melhorar o atendimento aos familiares das vítimas. Rabecões foram enviados para João Monlevade e os 18 corpos, sendo 13 homens, cinco mulheres, entre eles um adolescente, foram removidos durante a madrugada e na manhã de hoje, o último óbito confirmado. Todos os corpos apresentavam traumatismo contuso, e durante toda a madrugada foi realizada exames de necropsia.

O médico disse que o maior desafio da equipe é a identificação devido ao grande número de pessoas e pelo fato dos objetos pessoais das vítimas terem ficado espalhados no local do acidente.

Ainda segundo o médico legista a Força Aérea Brasileira (FAB) vai disponibilizar aeronaves para o translado dos corpos identificados até Alagoas.

O Tribunal de Justiça vai reativar o Cartório de Registro, reative um posto avançado no IML para que os familiares já saem do local com a certidão de óbito em mãos. Ele pontuou ainda que não basta a identificação por reconhecimento de um familiar, para liberação dos corpos, isso porque devido aos traumas podem gerar dúvidas no parente.

O Delegado Regional Paulo Tavares Neto, da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em João Monlevade, responsável pelo inquérito policial disse que as vítimas e testemunhas estão sendo ouvidas desde o dia do acidente. “São depoimentos, às vezes, contraditórios e é preciso ter muito cuidado para não fazer nenhum falso juízo. Desde ontem estão de plantão na Delegacia, peritos, três delegados e investigadores atuando no caso. Todas as vítimas liberadas pelo Hospital Margarida e direcionadas para o albergue municipal, que tenha condições emocionais estão sendo ouvidas. A parte técnica da perícia é a mais importante, porque são questões que não dependem do emocional. Sobre o número de motoristas há contradições, se dois ou três, o fato é que um deles morreu no acidente”, disse Tavares.

Questionado se o motorista que teria pulado do ônibus antes da queda era considerado foragido o delegado explicou. “Temos um nome sendo investigado, mas não é possível usar esse termo, foragido, até porque não existe um mandado de prisão contra ele e nem sabemos se está vivo. Seria leviano de minha parte usar esse termo ou apontar um nome neste momento. O Código de Trânsito Brasileiro rege sobre o motorista que abandona o local e define que isso não deve ser feito”, completou Paulo Tavares.

Sobre a empresa o delegado disse que viu pela imprensa que após o acidente ela fechou as portas. “Prefiro esperar as diligências que serão feitas pela Polícia Civil para comentar sobre ela”, finalizou.

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