O atraso no envio dos insumos para produção das vacinas contra a covid-19 no Brasil foi causado por dificuldades nos trâmites técnicos necessários para a exportação dos produtos, informou o embaixador chinês no país, Yang Wanming. O representante do governo da China no Brasil conversou, nesta quarta-feira (20), com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O embaixador chinês não deu prazos para a chegada dos princípios ativos, mas disse a Rodrigo Maia que os conflitos políticos não estão entre os motivos do atraso.

Nesta terça-feira, em nota, a Fiocruz informou que o atraso no envio do ativo para fabricação da vacina deve impactar no prazo para entrega do primeiro lote do medicamento da AstraZêneca. Apesar de ter sido desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, a vacina tem o princípio ativo produzido na China. A Fiocruz esperava entregar as primeiras doses entre 8 e 12 de fevereiro, agora a estimativa é que isso só ocorra em março. Ainda assim, a Fiocruz espera entregar 50 milhões de doses até abril.

O atraso na chegada desses insumos também pode impactar a produção da CoronaVac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A expectativa do instituto é entregar 46 milhões de doses também até abril.

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