Era uma vez

Era uma vez
Vou contar uma historinha rápida: Era uma vez um homem que cancelou sua conta de Whatsapp, nunca mais acessou e-mail e mudou seu número de telefone para ser feliz para sempre. E foi.

Anúncios
Continue lendo após o anúncio

Eleições
Parem de lotar minha timeline ou de ocupar a memória do meu celular com brigas sobre quem vai ganhar a eleição desse ano. Até porque, ainda nem se sabe ao certo quem serão os candidatos. Uma coisa eu digo: se Bolsonaro ganhar (o que não acredito), ele não deve se sustentar muito tempo no poder. O motivo é simples: a lógica é muito mais econômica que ideológica. O papa pode ser o presidente que se a Economia for mal, é bem provável que ele seja deposto. Agora, esses papinhos de ditadura, armamento da população e coisas do tipo só fazem sucesso por que dão audiência. E esse tipo de Ibope está longe de ser um fator que garanta sustentabilidade de um presidente de uma nação como o Brasil. Fernando Collor não me deixa mentir.

Uber
A novidade da semana é o início da operação do Uber em Monlevade. Costumo usar o aplicativo para me movimentar em grandes cidades como Rio, São Paulo e BH e gosto muito. Mas aqui em Monlevade as duas vezes que acessei o Uber essa semana não havia carros disponíveis, ou seja, chegou o serviço, mas faltam motoristas. Também confesso que esperava pelo menos uma confusãozinha com os taxistas. Por enquanto, tudo em paz. E que assim permaneça.

Diploma
Vez ou outra meus alunos de faculdade me questionam: “professor, pra quê diploma se grandes empresários, inclusive aqui de Monlevade, nunca frequentaram faculdade?”. A minha resposta: realmente para toda regra há uma exceção e esses empresários são exceção. E basta dar um pulinho na casa deles para ver o quão repletas estão as estantes de livros sobre os negócios que os mesmos gerenciam. Isso sem contar a quantidade de cursos de capacitação pra não dizer a quantidade de conhecimento que eles compartilham com outros empresários do ramo. A diferença da escola deles para a nossa é que a deles não é oficial e funciona. A nossa é oficial e pra funcionar só depende do esforço de quem estuda.

4.0
Recentemente estive na Fiat Automóveis com meus alunos para visitas técnicas. Na verdade, no período de um ano, estive na planta de Betim 5 vezes. E cada uma delas foi uma experiência única. O que mais chamou minha atenção é o esforço da multinacional para fazer a chamada indústria 4.0, ou seja, na onda na 4ª revolução industrial que passa pelos processos cada vez mais automatizados. E automação significa cada vez mais robôs e menos humanos nos processos produtivos.

E aí?
Com essa automatização, o que será de nós? Como trabalharemos se o robô está nos substituindo em quase tudo? Penso que passaremos por transformações intensas nas relações sociais, pois esse trabalho típico (com alguém pagando nosso salário) tende a ser cada vez mais raro. A pegada será empreender e ao mesmo tempo colocar a cabeça para funcionar, já que, apesar de toda a tecnologia do mundo, ainda temos questões históricas, algumas até medievais para resolver, tais como: racismo, fome, desigualdades econômica e de gênero, violência, educação e diversidade. O desafio é sermos mais humanos numa era em que menos se precisa de humanos, pelo menos nas organizações tradicionais.

*Breno Eustáquio é jornalista e professor

Anúncios
Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui