Estacionamento Rotativo dá prejuízo, segundo a empresa

Segundo o vereador, em dez meses, a receita prevista de arrecadação com o estacionamento foi de R$ 1 milhão e a faturada chegou à metade

A implantação do Estacionamento Rotativo em João Monlevade completa um ano de funcionamento no próximo mês. A empresa responsável pelo sistema, a TI MOB Tecnologia e Mobilidade, alega que o serviço tem dado prejuízo. A informação é do vereador Belmar Diniz (PT) que apresentou dados de faturamento do serviço durante a reunião de anteontem (15) da Câmara Municipal.

Segundo o vereador, em dez meses, a receita prevista de arrecadação com o estacionamento foi de R$ 1 milhão e a faturada chegou à metade. Nesse mesmo período foi repassado ao município, a título de outorga, cerca de R$ 100 mil. Já as despesas ficaram na casa de R$ 537 mil – o que aponta o prejuízo nas contas.

Além dos dados, Belmar levantou a questão da quantidade de multas geradas com a implantação do rotativo: 469 infrações num período de oito meses. “Mais uma vez reforço a importância de se divulgar amplamente para a população as informações sobre o serviço. A publicidade continua falha. Além disso, são poucos monitores para cobrir a área central e poucas lojas credenciadas para vender os créditos para estacionamento”, destacou.

O alerta, segundo Diniz, é devido a reclamações que recebeu sobre o estacionamento, pois, os monitores, em breve, vão deixar de ativar os créditos dos usuários. Com isso, mesmo tendo valor disponível no ticket do estacionamento, se o motorista não fizer a ativação, pode ser multado pelos agentes de trânsito.

Desde a implantação, o rotativo é alvo de críticas, como a cobrança em ruas residenciais e o tempo permitido de parada em cada vaga. O assunto tem discussões recorrentes e algumas mudanças foram realizadas. Entre elas, a ampliação de duas para quatro horas do tempo máximo de parada em vagas de ruas adjacentes às avenidas principais.

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