Fiscalização revela precariedade em postos de saúde de todo o país

Além de ser profissional de saúde e atuar na linha de frente do enfrentamento à pandemia, os participantes não podem ter contraído o novo coronavírus

Muitos postos de saúde do Brasil têm problemas de infraestrutura, condições inadequadas de higiene, ausência de medidores de pressão e até termômetros. Equipamentos para atender casos de emergência como uma parada cardíaca faltam em diversas unidades básicas de saúde.

Todos esses dados foram coletados em levantamento do Conselho Federal de Medicina, divulgado nesta quinta-feira. No período de janeiro de 2014 a dezembro de 2017, os Conselhos Regionais de Medicina visitaram quase cinco mil postos de saúde, ambulatórios, CAPS – Centro de Atenção Psicossocial e clínicas de saúde da família.

Os itens para atendimentos iniciais em casos de emergência foram os que mais estavam em falta pelos postos do Brasil durante as fiscalizações. Em quase 70%, não havia máscara para manejar as vias aéreas. Em mais de 60%, não existia desfibrilador para paradas cardíacas ou cânulas de desobstrução das vias aéreas, entre outros materiais importantes para salvar a vida de uma pessoa.

Instrumentos básicos para atendimentos simples como termômetros, medidores de pressão não existiam em cerca de 10 % a 20% dos postos fiscalizados. Outros materiais fundamentais também não foram encontrados como explica o presidente do Conselho de Medicina, Carlos Vital:

Entre 50 a 30 % das unidades básicas de saúde não existiam equipamentos para exames de visão, auditivos ou para ler radiografia.

Para melhorar os atendimentos na saúde pública do país, o presidente da Associação Médica Brasileira, Lincoln Ferreira, argumenta que seria necessário criar uma lei sanitária.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que a responsabilidade sobre a estrutura e equipamentos das unidades básicas de saúde é dos estados e municípios.

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