Governo fiscaliza ações de recuperação da Bacia do Rio Doce

Operação Watu monitora intervenções de recuperação realizadas pela Fundação Renova (Arquivo/Feam)

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) disponibilizou os resultados da 6ª fase da Operação de Fiscalização Watu. Nesta etapa, realizada entre os dias 3 e 6 de julho, a operação avaliou as ações de recuperação que estão sendo feitas na parte mineira da Bacia do Rio Doce, após o rompimento da barragem Fundão, da Samarco, em Mariana, ocorrido em novembro de 2015. Foram observadas, por exemplo, as medidas previstas nos Planos de Manejo de Rejeito, que são os instrumentos que estabelecem as diretrizes para recuperação das áreas atingidas pelo vazamento da barragem.

Agora, os resultados da operação vão ser encaminhados à Fundação Renova para que sejam tomadas as devidas providências. Enquanto isso, a diretora de Gestão da Bacia do Rio Doce da Semad, Patrícia Rocha Maciel, salienta que o governo continuará trabalhando. “Os órgãos e entidades que compõem o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) continuarão fazendo o monitoramento dos trechos prioritários e não prioritários”, explica.

As equipes do Sisema identificaram a necessidade de estabilização de rejeito em trechos ao longo do Rio Gualaxo do Norte, com a realização de obras de drenagem. Em alguns pontos foi identificado que o rio levou parte dos enroscamentos da margem, exigindo manutenção. Também há necessidade de reconstrução topográfica e revegetação em alguns pontos. Em outro trecho, já no Córrego Camargos, houve refluxo da lama de rejeitos e uma cachoeira bastante utilizada pela população local terá de ser desassoreada, bem como o poço.

A operação de fiscalização ambiental Watu é o mecanismo oficial de acompanhamento das intervenções realizadas pela Fundação Renova, criada pela Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton, com o objetivo de gerir e executar as ações de recuperação na Bacia do Rio Doce. A Operação Watu é realizada pelo Sisema, paralelamente à Operação Augias, realizada pelo Ibama, que possui o mesmo caráter.

As obras de recuperação nos trechos tiveram início em 2016 e a primeira Operação Watu, denominada de Fase I, foi realizada em novembro de 2016. A segunda fase foi realizada em dezembro daquele mesmo ano. Em maio de 2017, o Sisema realizou a Fase III e, em agosto, a Fase IV. A quinta fase teve início em março de 2018.

Os resultados de todas as fases das Operações Watu estão disponíveis na internet, na página da Semad, no endereço https://bit.ly/2Qegtmo.

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