Bombeiros alertam para perigo de acidentes em cachoeiras (Evandro Rodney)

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), estabeleceu o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável do Turismo. Solicitado pela Codemig e pela Setur à Fundação João Pinheiro (FJP), o plano demandou 11 meses de estudos e analisou todos os elementos da cadeia produtiva do turismo, além do sistema de gestão pública e tendências mundiais para a atividade. O documento estabelece diretrizes estratégicas para a política estadual do turismo, fornecendo as bases para o desenvolvimento de ações planejadas e coordenadas do setor.

O presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, destaca a vocação turística de Minas Gerais. “Nosso estado tem 903 atrativos turísticos, distribuídos em todos os 17 Territórios de Desenvolvimento. Há uma imensa diversidade cultural e paisagens naturais únicas. Essa riqueza precisa ser aproveitada para gerar oportunidades de investimento, renda e qualidade de vida para os mineiros”, comenta.

“O plano é um instrumento fundamental para o trabalho desenvolvido pela Setur e pelo trade turístico estadual, pois estabelece os indicadores e metas para o curto, médio e longo prazos. Fornece ainda diretrizes para todos os setores e permite identificar as áreas prioritárias para os mercados regional, nacional e internacional”, afirma o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.

“O trabalho da Setur, além de coordenar a implementação das atividades, será também garantir que os projetos e ações desenvolvidas pelo órgão estejam em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo plano, objetivando maximizar os resultados positivos do turismo mineiro”, completa o secretário.

Sobre o Plano

O Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável do Turismo em Minas Gerais aponta melhorias necessárias em cinco frentes: oferta turística, qualificação profissional, infraestrutura urbana, comercialização e gestão pública. Uma das preocupações é garantir a preservação ambiental e do patrimônio histórico ao mesmo tempo em que se estimula a atividade turística nos municípios. O plano reforça ainda a necessidade de atualizar marcos legais que regulam o setor e de realizar ajustes para melhor aproveitamento do ICMS turístico, incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado às cidades que promovem o turismo.

“O plano inclui uma avaliação e sistematização da oferta turística de Minas Gerais, o que irá permitir estabelecer prioridades para um gasto público mais efetivo e auxiliar agentes turísticos a formatar produtos otimizados para o mercado. É uma ferramenta de vanguarda, que incorpora de maneira efetiva na gestão do turismo os princípios da competitividade, inclusão social e sustentabilidade”, salienta o pesquisador da Fundação João Pinheiro e coordenador do plano, Nelson Quadros.

Profissionais de toda a cadeia produtiva do turismo foram ouvidos durante a elaboração do plano. No último dia 15, o documento foi apresentado e aprovado pelo Conselho Estadual de Turismo, órgão que reúne representantes das entidades da iniciativa privada do setor e também dos entes públicos. “O envolvimento de todos os agentes da cadeia, tanto na elaboração quanto na implantação, é o que irá garantir a efetivação e a continuidade das políticas propostas no plano”, aponta Marco Antônio Castello Branco.

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