Sala de vacina da Policlínica amanheceu fechada (Breno Botelho/Bom Dia)

Após anúncio de greve geral que começou nesta quarta-feira (26) e que deve durar pelo menos três dias nos setores da administração pública de João Monlevade, o Desembargador do Trabalho, Ricardo Antônio Mohallem, determinou que, durante a paralisação, mantenha em serviço o mínimo de 60% dos servidores. O despacho foi dado na última terça-feira (25).

Segundo o Desembargador, deve ser mantido esse percentual principalmente nos setores da Saúde, Sanitário, Epidemiológico, postos de saúde, DAE e área de processamento de dados ligados a serviços essenciais na Secretaria de Administração.

Com a decisão, segundo o assessor de Comunicação da Prefeitura, Will Jony Nogueira, os funcionários estão sendo convocados para retomarem aos postos de trabalho. “Na hipótese do descumprimento desta ordem, será aplicada aos responsáveis (município e/ou Sintramon), conforme se apurar nas áreas onde for constatado o descumprimento, a multa diária de R$ 5 mil”, diz o despacho do Desembargador.

Uma grande parte dos educadores de João Monlevade aderiu ao movimento grevista. Servidores da Saúde também paralisaram as atividades e, em alguns postos, como a Policlínica, serviços como aplicação de vacinas estão suspensos.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon), Izaura Bicalho, pontuou que até o início da manhã dessa quarta a entidade ainda não havia sido notificada pela Justiça sobre a decisão do embargador. Ela salientou que o sindicato recorrerá ao setor jurídico da instituição para tomada de ações.

A greve foi deflagrada após decisão em assembleia do funcionalismo na semana passada. A categoria rejeita a proposta de reajuste salarial de 5,38% oferecido pela administração pública. Os servidores pedem 9% de aumento e um reajuste de R$ 70 no vale-alimentação. A Prefeitura descartou qualquer modificação no vale e está irredutível em relação ao índice de aumento nos salário.

Projeto de reajuste não será votado nesta quarta

O Projeto de Lei sobre o acordo coletivo tramita na Câmara de Vereadores e pela segunda semana consecutiva não deve entrar na pauta de votação da reunião de hoje. Informações obtidas pela reportagem dão conta de que o vereador pastor Carlinhos (PMDB) relator de uma das comissões que o projeto precisa ser submetido, a de Legislação e Justiça, ainda não deu o seu parecer na matéria. Sem a avaliação do parlamentar, que está viajando, o projeto não pode ser submetido à votação em Plenário. O Sintramon já foi avisado sobre a questão e, como acordado em assembleia da categoria na semana passada, os servidores irão mesmo assim para a Câmara Municipal e prometem nova mobilização.

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