O objetivo visa à participação em eventos e/ou atividades prioritariamente culturais, no campo da música, promovidos por instituições brasileiras ou estrangeiras de reconhecido mérito.

A banda Coco da Gente e o Trio Caviúna, viabilizados pelo programa Música Minas, da Secretaria de Cultura, estão entre aqueles que mostram seus trabalhos no exterior

 

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A música é um dos segmentos artísticos mais efervescentes da produção cultural mineira contemporânea. E merece ser difundida sempre. Por isso, o intercâmbio cultural é uma das vertentes do programa Música Minas, da Secretaria de Estado de Cultura, como mais um canal de consagração da cadeia criativa mineira.

“O raio de ação do programa alcança o exterior porque projeta amplamente a riqueza da música mineira”, afirma o secretário de Cultura Angelo Oswaldo. É um sistema, continua o secretário, que articula o campo da música para valorizar os que nele atuam. “A obra em progresso, pela qual se expande a produção e a divulgação da nossa música e objetivo da Secretaria de Cultura é viabilizar recursos que fomentem a vocação dos profissionais mineiros e as expectativas do público”, destaca.

O segmento musical mineiro independente e autoral ganha incentivo, impulso e fôlego para disseminar sua vocação pelo Brasil e pelos cinco continentes, como são os casos dos grupos mineiros Coco da Gente e Trio Caviúna.

O Coco da Gente acaba de aterrissar em Portugal para mostrar uma sonoridade de matriz africana e indígena originada no nordeste brasileiro no festival Pé-na-Terra, que acontece na Vila da Fuseta, em Algarve.

O Trio Caviúna está em pleno vôo no continente europeu, levando um repertório que retrata a tradição da música instrumental brasileira com mestres do violão brasileiro, como Villa Lobos, João Pernambuco, Dilhermando Reis e Garoto e autores contemporâneos como Paulinho da Viola e Maurício Carrilho e obras autorais em uma série de apresentações na Europa.

Neste ano, os artistas mineiros contam com incentivos que totalizam R$ 700 mil no Música Minas. As inscrições são correntes e valem para viagens programadas até o dia 31 de dezembro de 2016. Acesse o edital clicando aqui.

 Coco da Gente

A banda mineira Coco da Gente está requebrando os portugueses desde esta quinta-feira (16). Os integrantes do Coco da Gente chegaram ao país para se apresentar durante o festival Pé-na-Terra, que acontece na Vila da Fuseta, em Algarve, entre os dias 16 e 19 de junho.

Em sua quinta edição, o evento busca divulgar a cultura tradicional brasileira na terra de Cabral e dos grandes movimentos artísticos como renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassicismo.

A banda mineira, integrada por Pedro Campolina, Camilo Bernales, Danilo Amarelo, Fabrícia Oliveira, Lídia Flor de Liz e Juliana Floriano, também promove oficinas de coco, percussão, dança, sapateado, capoeira e samba de roda. A Coco da Gente surgiu em agosto de 2013 durante rodas de cultura popular realizadas no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.

Esta é a primeira vez que a banda se apresenta em terras estrangeiras, um momento bastante especial que chega após pesquisa sobre sabedoria dos velhos mestres da cultura popular que os integrantes fizeram na Bahia, Alagoas, Pernambuco e Norte de Minas.

 

“Estamos conseguindo realizar o nosso sonho por causa do Música Minas. Esses programas são fundamentais para os artistas. Os custos para a construção de trabalhos são bem altos, então precisamos desses incentivos para continuar disseminando o nosso trabalho”

Juliana Floriano, uma das integrantes do grupo

 

Em Portugal eles também irão realizar uma oficina de coco, percussão, dança, sapateado, capoeira e samba de roda para ensinar os estilos diferentes das cantigas. O grupo encerra a sua passagem com palestra sobre a origem do ritmo e como ele se disseminou no Brasil.

Os músicos não escondem a expectativa em mostrar a cultura musical brasileiras aos nossos irmãos lusitanos. “A cultura brasileira é muito rica e recebeu influências de outros países. Por isso, é importante mostrar às pessoas os ritmos brasileiros, principalmente a dificuldade em mantê-los. O coco é uma dança divertida e animada, então esperamos que o público goste”, explica Juliana.

 Trio Caviúna

O Caviúna, trio de violões de Belo Horizonte, formado pelos músicos Humberto Junqueira, Gustavo Monteiro e Artur Padua, tem no choro sua principal influência e estará em solo europeu com sua sonoridade e interpretações únicas, em uma turnê em casas culturais e shows, em três cidades: Paris, Lisboa e Porto.

O trio desembarcou na França, na última segunda-feira (13/6) e segue na Europa até o dia 28 próximo, em 15 dias intensos mostrando o repertório com grandes clássicos do violão brasileiro, passando por compositores consagrados.

 

A experiência do Trio Caviúna na Europa está sendo muito gratificante. Já tivemos a oportunidade de apresentar nosso show ‘Alma de Violões’, que foi muito bem recebido pelo público parisiense.  Faremos outras apresentações aqui e posteriormente em Lisboa e Porto e esperamos ter a mesma boa recepção. A admiração que o público europeu vem demonstrando para com violão brasileiro é de orgulhar a todos mineiros e brasileiros”

Humberto Junqueira, músico e violonista sete cordas, integrante do Trio Cavíuna

 

Com grandes compositores da música brasileira, como Villa Lobos, João Pernambuco, Dilermando Reis e Garoto, até Baden Powell, Paulinho da Viola e Maurício Carrilho, além de obras autorais e o peso de três violões tocando juntos e arranjos inéditos, o Trio Caviúna planeja, no retorno ao Brasil, iniciar o processo de pré-produção do primeiro disco do grupo.

 

Música Minas

O Governo de Minas Gerais reconhece que a música é um dos segmentos artísticos mais efervescentes da produção cultural contemporânea. Para fomentar toda a cadeia, o intercâmbio cultural é uma das vertentes do Música Minas, que busca viabilizar a concretização de projetos do segmento artísticos musical contemporâneo.

O objetivo visa à participação em eventos e/ou atividades prioritariamente culturais, no campo da música, promovidos por instituições brasileiras ou estrangeiras de reconhecido mérito.

A contribuições da classe artística, mediante diálogo contínuo com a SEC, possibilitou adequações no edital Música Minas 2016 para o aprimoramento da iniciativa. A principal novidade é em relação ao prazo: para este ano, o contemplado conta com maior tempo hábil para se preparar para a viagem a partir da data em que recebe o resultado da seleção.

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