Hemominas comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue

Campanha Junho Vermelho tem o objetivo de chamar a atenção para a importância da doação, um gesto de amor (Divulgação/Hemominas)

 

Nesta quarta-feira (14/6) é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar o cidadão da importância de salvar vidas. A realidade das doações em Minas Gerais é parecida com a nacional, com menos de 2% da população cadastrada como doadora. Contudo, o ideal, segundo a Hemominas, seria alcançar 3%.

No mês de junho, os estoques ficam muito baixos em razão da queda na temperatura, quando as pessoas costumam ficar mais reclusas, porém, mais propensas a resfriados e gripes. Outro ingrediente que diminui o número de doadores é a vacinação.

Nessa época, muitas pessoas se imunizam contra a gripe, e neste ano, especialmente, a vacina da febre amarela foi bastante procurada em razão do surgimento de casos da doença em muitos municípios brasileiros.

Quando são vacinadas, as pessoas precisam obedecer a um prazo variável para restabelecer a condição de doador. A vacina da febre amarela, por exemplo, exige 30 dias.

O hemocentro da capital tem capacidade para receber 400 doadores ao dia, mas a redução chega a 30% nos grupos sanguíneos negativos e 20% nos demais.

Conforme a Hemominas, 42% de todos os doadores são do tipo “O positivo”, enquanto os outros 58% são formados por todos os outros grupos sanguíneos juntos, sendo que os negativos são imprescindíveis nos casos de urgência e emergência, como vítimas de acidentes.

Atualmente, existe um sistema eletrônico que facilita o acesso do doador, entretanto, há preocupação constante com a segurança na doação e a entrevista se repete todas as vezes com os mesmos questionamentos numa relação de confidencialidade.

A Hemominas considera imprescindível que o doador se preocupe com a saúde e tenha sinceridade nas informações prestadas, inclusive se ele está alimentado no momento da doação. Os homens podem doar sangue até quatro vezes ao ano, e as mulheres, três vezes.

 

Se algumas décadas atrás as doações traziam alguma desconfiança, hoje a situação é bem diferente. Com os avanços da ciência e as inovações tecnológicas, as doações são cada vez mais seguras, sendo possível registrar qualquer alteração no sangue antes de utilizá-lo.

Quando isso acontece, a bolsa é descartada e o doador recebe uma carta para que retorne ao local onde realizou a doação a fim de passar por novos exames. Existem ainda dois laboratórios específicos para a investigação do HIV, por exemplo, com resultados rápidos e confiáveis.

Em todo o estado

A Fundação Hemominas tem uma história de 32 anos e desde o seu início investe no aperfeiçoamento dos processos para uma melhor e continuada prestação de serviço. Assim, desde 2002, a fundação fez opção pela gestão da qualidade, aprimorando práticas administrativas, que possibilitaram, em 2015, atingir 92% das transfusões no estado.

Nessa trajetória, a Hemominas atendeu, em seus ambulatórios, mais de 7 mil pacientes com doenças genéticas do sangue, entre elas anemia falciforme e hemofilia.

Nesse período de três décadas a evolução da Hemominas tem como resultado a garantia da qualidade, a segurança na transfusão e a ampliação do atendimento ao doador. Em 2016 foram registrados cerca de 360 mil candidatos à doação de sangue, bem como uma produção de 765 mil hemocomponentes.

São mais de 5 milhões de testes laboratoriais, incluindo testes sorológicos, moleculares e imunohematológicos realizados nos laboratórios da administração central para todas as unidades, além de mais de 93 mil procedimentos e consultas.

Também o laboratório de Histocompatibilidade (HLA) tem se expandido rapidamente desde sua implantação, em 2012, já sendo responsável por 50% dos testes realizados em Minas Gerais.

Há que se destacar também a expansão da cobertura hemoterápica superior a 97% (procedimentos transfusionais em todo o estado), com proposta de alcançar 100% dos procedimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Com esses números, a Hemominas é uma das instituições que mais registra candidatos à doação de medula óssea no Brasil: mais de 24 mil só em 2016.

Com uma luta constante, a dona de casa Sandra Aparecida Jardim. 39 anos, tem dois filhos com anemia falciforme e sabe como poucos da importância da doação.

 

Pré-requisitos do doador

Para ser doador de sangue o interessado deve ter entre 16 e 69 anos, peso acima dos 50 kg, estar em condições plenas de saúde, estar alimentado e não ter ingerido bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a doação.

O candidato deve apresentar documento original oficial com foto, filiação e assinatura. De cada pessoa é possível retirar até 450 ml de sangue, volume que não faz falta ao doador e contribui para atender até quatro pacientes.

O horário de atendimento das unidades e os endereços em todo o estado podem ser acessados no site www.hemominas.mg.gov.br. Nesse mesmo endereço, é possível, realizar o agendamento online da doação de sangue. Todas as condições, critérios e restrições podem ser consultados neste link página da Hemominas.

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