Nessa segunda-feira (12), João Monlevade terá o seu primeiro julgamento de um caso de feminicídio. O juri popular começa às 9h, no Fórum Milton Campos. O caso a ser considerado é uma tentativa de feminicídio, ocorrida no dia 8 de março do ano passado – Dia Internacional da Mulher.

Na época, o autor, de 27 anos, torturou e espancou a então companheira, de 41, com requintes de crueldade. As agressões foram graves e a mulher ficou internada por  dias num hospital de Belo Horizonte.

As investigações foram comandadas pela delegada Camila Batista Alves, depois que a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas sobre as agressões. Consta no boletim policial registrado à época que o homem batia com frequência na companheira e as agressões não eram denunciadas devido à vítima e vizinhos terem medo do autor. Além disso, conforme apurações da polícia, o caso seguia acobertado por familiares do homem.

Feminicídio

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

 

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