Hospital Margarida vai entrar na Justiça para que dinheiro do bingo seja devolvido

Provedor do HM, José Roberto Fernandes

O provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, afirmou que vai acionar a Justiça para que a empresa contratada para a realização do bingo beneficente em prol da Casa de Saúde faça o ressarcimento das cartelas vendidas. O evento, que aconteceria no final do ano passado, foi cancelado depois de denúncia ao Ministério Público. A reclamação questionava a legalidade do bingo, que não tinha autorização da Caixa para ser realizado.

A informação foi repassada ao provedor na tarde desta segunda-feira (13), em reunião com jornalistas. José Roberto alegou estar sendo “bombardeado” com perguntas sobre a questão, mas que por estratégia, preferiu não se pronunciar antes. Ele justificou a tática como forma de não atrapalhar as negociações junto à empresa que realizaria o bingo.

“Em momento algum os realizadores negaram a devolução do dinheiro. Não me pronunciei antes para não gerar um desconforto maior. No entanto, o acordo com a empresa não foi cumprido e apenas um percentual do dinheiro devolvido a quem comprou a cartela”, disse.

O engenheiro Leandro Pacheco Batista, foi apontado pelo provedor José Roberto como o responsável pela organização do bingo. Sobre valores, o gestor do Margarida disse não saber a quantia apurada com a venda das cartelas. Ele também alegou desconhecer o montante devolvido dos bilhetes.  “Cerca de 2 mil pessoas fizeram o cadastro para serem ressarcidas e aproximadamente 10% delas foram restituídas”, limitou-se a informar. Quem ainda não de cadastrou para receber o dinheiro de volta deve procurar o hospital.

O bingo, por ser jogo de azar, é vedado pela legislação e, portanto, não pode ser realizado. O argumento foi usado pela Justiça para impedir o evento. Apesar disso, o provedor do Margarida ponderou que como o jogo foi realizado pelo grupo do engenheiro contratado em cidades vizinhas, ele “achou” que não teria problemas em João Monlevade. “Somente aqui foi questionada a licença da Caixa”, tentou se justificar.

A reportagem apurou que as cartelas foram vendidas a R$ 50 cada uma e a intenção era a de levar um público de 10 mil pessoas ao Parque do Areão, local onde seria realizado o bingo. Com isso, o arrecado com o evento giraria em torno de meio milhão de reais. O engenheiro conforme contrato, cobrou do Hospital Margarida R$ 40 mil para a realização do evento.

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