Hospital Margarida volta a ser palco de discussões políticas por causa de dívidas

Vereadores querem CPI e Prefeitura de Monlevade  vai aumentar repasse

Situação da casa de saúde continua crítica. Foto: Bell Silva

Dívidas, atraso no pagamento de serviços e muita política em torno do assunto. Assim tem sido os últimos capítulos sobre a atual situação financeira do Hospital Margarida. A unidade de saúde de João Monlevade há tempos não consegue andar no azul e, como em outras vezes, alega falta de recursos para manter serviços básicos no Pronto Socorro e no CTI.

Por conta da crise, o assunto dominou a pauta da reunião da Câmara de Vereadores na última quarta-feira (9). Parlamentares da base governista e da oposição chegaram a sugerir a Criação de uma CPI para levantar o motivo do atraso de pagamentos de produção de serviços aos médicos. O fato chegou a ser exposto na semana passada pelo vereador do PSDB, Guilherme Nasser e o provedor do Hospital Margarida, José Roberto, não gostou nada da atitude do tucano. Ele, apesar de enviar ao vereador uma carta de repúdio, confirmou os atrasos e alegou que o Hospital Margarida tem déficit financeiro na ordem de R$ 7,2 milhões.

O montante foi repassado à Comissão de Saúde da Câmara, que esteve reunida com o provedor para buscar esclarecimentos. O gestor alega aos vereadores que a conta cresce a cada dia devido ao atraso de repasses por parte do Governo do Estado.

Ainda na noite de anteontem, no Hospital Margarida, ocorreu nova reunião para discutir os rumos da Casa de Saúde. Dessa vez, estiveram presentes a diretoria da unidade, médicos e representantes da Prefeitura. A administração municipal anunciou o aumento do repasse para custeio das despesas. O montante a mais, a partir de janeiro, será de R$ 300 mil. Em entrevista a uma rádio de João Monlevade, o secretário de Fazenda, Tiago Duarte, disse que para ajudar o hospital, a prefeita Simone Moreira determinou “cortar na carne”. Com isso, o cinto das finanças municipais ficará ainda mais apertado.

Ainda durante o encontro no Margarida, os médicos presentes reclamaram da falta de participação na gestão do hospital. Chegou-se a um consenso que uma comissão será formada para que a categoria tenha mais participação nas ações da direção da unidade de saúde.

 

 

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