O vereador do PR, Vanderlei Miranda, também demonstrou insatisfação e também fez alerta para reprovação de projetos do Executivo

Os vereadores de João Monlevade, tanto da base do governo da prefeita Simone Moreira (PSDB) quanto dos que fazem oposição a gestão dela, têm demonstrado que a relação entre eles está estremecida. Há tempos os parlamentares reclamam que secretários ignoram pedidos e que a prefeita não os recebe.

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Com total falta de articulação política, vereadores da base do governo não têm poupado críticas à prefeita e agora prometem barrar projetos de autoria do Executivo como forma de retaliação até serem ouvidos. O vereador do MDB, Carlos Roberto Lopes (pastor Carlinhos), há alguns meses já havia pontuado sobre a questão e, na época, disse aos pares que Simone Moreira não recebe os vereadores para conversar.

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Na noite de ontem (20), durante a reunião ordinária, foi a vez de Antônio de Paula Magalhães (Toninho Eletricista-PHS) ressuscitar a questão e afirmar que é preciso que a Câmara tome providências em relação ao “gelo” que a prefeita tem dado ao Legislativo. Enfático, Toninho disparou que os vereadores só serão ouvidos quando começarem a barrar os projetos da administração municipal na Casa. “De agora para frente não quero ser contra projetos, mas cada um tem que tomar uma decisão até sermos respeitados. Quando começarmos a rejeitar [os projetos] ai, seremos ouvidos e o vereador vai mostrar a força dele”, falou.

O vereador do PR, Vanderlei Miranda, também demonstrou insatisfação e também fez alerta para reprovação de projetos do Executivo. Ele endossou o discurso de Toninho e pontuou que a “Câmara precisa ser ouvida pela prefeita Simone”. “Projetos vão ser reprovados, não por politicagem, mas como alerta”, disse.

Denúncia

O vereador Guilherme Nasser, do mesmo partido de Simone Moreira, voltou a denunciar a falta de repasses da Prefeitura de  João Monlevade para a Apae. É a segunda vez que o parlamentar fala do atraso do pagamento e das dificuldades que a entidade enfrenta por conta disso.

Na primeira vez que levou os dados ao conhecimento público, o vereador tucano logo foi desmentido pela administração municipal que contornou a situação. Incomodado em ter sido taxado como “mentiroso”, Nasser voltou a apresentar números que sustentam a denúncia dele.

Segundo informações repassadas pelo parlamentar na última quarta-feira (20), recursos provenientes do SUS ainda estão com repasse atrasados – cerca de R$ 11 mil/mês relativos a serviços prestados por profissionais de saúde – e R$ 5 mil de verbas federais. “Se tem alguma divergência quanto a legalidade, a Prefeitura já deveria ter feito um convênio e repassado este recurso que é essencial para Apae.

Nasser apresentou ainda dados que apontam que a administração investe cerca de R$ 1,9 milhão para a entidade – entre pagamento da folha de 31 funcionários, custeio de água, luz, telefone e transporte de alunos.

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