Gilson Santiago está à frente do Sindicato da Construção Civil há 27 anos

A incidência de acidentes de trabalho na área da construção civil e indústria têm preocupado o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de João Monlevade (Sinticcim), Gilson Santiago. De acordo com o líder da categoria, nos últimos três anos os acidentes têm se intensificado com casos graves. Em um deles, no mês de novembro do ano passado, o servente Jurandir Lourdes Reis, de 56 anos, morreu ao cair do quarto andar de um prédio no bairro Aclimação. Ele não usava cinto de segurança, equipamento obrigatório para esse tipo de serviço em altura.

Em caso semelhante, um operário de 61 anos, que também não usava cinto de segurança para trabalho em altura, teve fraturas expostas na perna direita, além de escoriações diversas, após cair de um prédio no centro de Carneirinhos.

Esses, segundo Gilson Santiago, são apenas alguns exemplos de negligência para a segurança dos trabalhadores em obras. Para evitar que novos casos ocorram, o Sindicato, em parceria com a empresa Contgesp (Gestão de Projetos e Segurança do Trabalho), promove série de palestras para alertar sobre a questão.

WhatsApp Image 2017-01-12 at 09.08.34 (1)Na manhã dessa quinta-feira (12), na sede do sindicato, foi realizado o primeiro encontro. O treinamento contou com participação de representantes de dez empresas da construção civil que atuam em João Monlevade e a intenção do Sindicato e levar a palestra aos canteiros de obra.

“Os acidentes na construção voltaram a se intensificar. O trabalhador é obrigado a usar o cinto, a empresa fornece o equipamento, mas eles não usam. Os três últimos acidentes registrados em João Monlevade, nenhum dos operários estava com o cinto. Então resolvemos fazer uma parceria com essa empresa [Contgesp] para que eles expliquem a importância dos equipamentos e a segurança dos trabalhadores. Na próxima vamos falar com os trabalhadores nos canteiros”, falou Gilson Santiago.

O presidente do Sindicato da Construção Civil explicou a entidade tenta fiscalizar as obras e, quando alguma irregularidade é constatada a empresa é notificada para regularizar a situação. Ainda de acordo com ele, muitos operários têm dificuldades em se adaptar com os equipamentos de segurança e acabam relaxando, mas que as empresas devem cobrar e tomar as medidas cabíveis no caso de descumprimento por parte do trabalhador.

Publicidade

3 COMENTÁRIOS

  1. não adianta apenas fazer palestras. É preciso que haja investimentos em treinamentos dos funcionários e investimentos na área da segurança, seja nos programas legais ( PPRA, PCMAT, LTCAT, PCMSO, PCA, PPR) bem elaborados e contemplando todos os riscos e medidas preventivas das atividades, seja pela aquisição de equipamentos de segurança e que os funcionários os saibam usar. A fiscalização é falha e muitas vezes sem conhecimento. Infelizmente a construção civil precisa mudar e muito os conceitos de segurança. Já passei por várias obras em Monlevade e região e em todas se vê irregularidades.

    • Paulo Victor, Ministrar era um sacerdócio e um recompensa, hoje parece um carma.Quem nos dera ser igual o Japão que não existe Técnicos de Segurança e o índice de acidente é zero, não adianta só fiscalização se não mudarmos a nossa cultura, não adianta Somente documentos legais PPRA, PCMAT, LTCAT, PCMSO, PCA, PPR bem elaborados sendo que não há cumprimento, não adianta investir equipamentos se não temos a cultura de usa lós. O primeiro passo é o cuidado ativo e a cultura interdependente, me preocupar comigo usando todos os equipamentos, me preocupar com o companheiro que se esqueceu de usar os equipamentos dele e nos permitirmos em sermos cuidados e lembrarmos de uma ferramenta fortíssima que é o direito de recusa!

    • Bom dia Paulo Victor, meu nome Alessandra Lima é sou da Contgesp Gestão Consultiva de Projetos e Segurança do Trabalho, empresa que ministrou ontem a palestra no Sindicato. Com certeza palestra somente não resolve, mas você sabe qual foi o objetivo da palestra? O objetivo da palestra foi para conscientização, prevenções, causas, o que fazer caso ocorra um acidente, trazer um tema uma discussão para que algo tem que ser feito e mudado. PPRA, PCMAT, LTCAT, PCMSO, PCA, PPR bem elaborados também não resolvem se não for cumprido, o objetivo foi mostrar para os empresários, os efeitos e consequências de um acidente, como que o planejamento e programação de uma obra pode surgir efeito na produção, o que se perde com acidente, quem assistiu a palestra entendeu o objetivo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui