Integrante da Galoucura é julgado por tentativa de homicídio

Vítima foi agredida com chutes, socos e pauladas por fazer parte de torcida organizada rival

Sessão de julgamento no 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte de acusado de tentativa de homicídio durante briga de torcidas organizadas (Raul Machado)

O 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, no Fórum Lafayette, iniciou nesta terça-feira (13), por volta das 9h, a sessão de julgamento do réu A.B.C. Ele é acusado de tentar matar a vítima C.S.H.S.N., após o jogo dos clubes Atlético e Cruzeiro, durante uma briga das torcidas organizadas Galoucura e Máfia Azul. A juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira preside o julgamento.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público acusa cinco homens por tentativa de homicídio, qualificados por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu A.B.C. é o primeiro a ser julgado, os demais estão em fase de recurso da sentença de pronúncia.

O Ministério Público está sendo representado pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos Castro. A defesa é composta pelos advogados Carlos Antonio Pimenta e Ederson Raimundo da Silva.

O conselho de sentença é composto por três mulheres e quatro homens.

Somente vítima e réu foram ouvidos. Duas testemunhas presentes foram dispensadas. Um vídeo da briga, obtido de uma câmera de segurança, foi exibido em plenário.

Briga entre torcidas organizadas

De acordo com a denúncia feita pelo MP, em 4 de março de 2018, no período da tarde, entre a Av. Amazonas e a Rua Cura Dars, em Belo Horizonte, os denunciados M.V.O.M., D.F.J., D.T.S., A.B.C. e R.C.S. agrediram com chutes, socos e pauladas a vítima C.S.H.S.N., só não causando sua morte por circunstâncias alheias.

Os fatos aconteceram após a realização de um jogo entre o Atlético Mineiro e o Cruzeiro Esporte Clube, sendo os denunciados integrantes da torcida organizada Galoucura, enquanto a vítima fazia parte da torcida Máfia Azul.

O MP afirmou que, após o jogo, o confronto entre as torcidas já era anunciado, sendo que a Polícia Militar foi acionada para comparecer à Av. Francisco Sá, onde integrantes da Galoucura estariam causando tumulto.

Segundo a acusação, o crime foi cometido por motivo fútil, pelo simples fato da vítima ser torcedora do Cruzeiro, time rival ao dos denunciados. Relatou, ainda, que os acusados golpearam a vítima de forma sucessiva e violenta, com chutes e socos, portando pedaços de madeira, impondo-lhe intenso e desnecessário sofrimento físico e mental, situação que caracterizou o meio cruel no cometimento do crime.

Além disso, a tentativa de homicídio foi praticada mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, sendo que ela se encontrava desarmada e sozinha.

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