O Governo Municipal amplia medidas para reforçar a assistência hospitalar no enfrentamento ao novo coronavírus. A reorganização da rede municipal já conta, da semana passada até agora, com 34 novos leitos exclusivos para atender à Covid-19 – 11 no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC) e 23 no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), que teve todo um andar separado para atender os casos. O número inclui enfermaria e também Unidade de Terapia Intensiva (UTI): todos prevendo isolamento respiratório.

A próxima fase prevê a instalação de mais 114 leitos para o coronavírus nos dois hospitais, totalizando 148 para atender os casos da doença. A previsão é que isso aconteça até o mês de abril e considera uma soma de 23 leitos viabilizados no HNSD e 125 no HMCC, que, inclusive, se tornará referência maior ao Covid-19 na microrregião. A reorganização hospitalar destinou, por exemplo, leitos de cirurgia eletiva, em um plano de emergência montado para garantir atendimento médico aos pacientes.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alugou uma estrutura para possibilitar que o primeiro contato da equipe assistencial aos pacientes com sintomas gripais se dê fora da unidade hospitalar. Assim, as pessoas com suspeita de Covid-19 passarão por uma triagem na parte externa do Pronto-Socorro Municipal de Itabira, anexo ao HNSD, antes de seguir para as dependências internas.

O Hospital Nossa Senhora das Dores tem hoje 110 leitos para atender o Sistema Único de Saúde (SUS) como um todo, considerando leitos clínicos, cirúrgicos, maternidade e UTI. O HMCC, por sua vez, tem 74. “Viabilizamos mais de 50% da capacidade do Hospital Municipal Carlos Chagas para atender, exclusivamente e nesse primeiro momento, ao novo coronavírus”, ressalta Rosana Linhares, secretária Municipal de Saúde.

“Temos realizado um trabalho intenso para evitar a propagação da Covid-19 em nossa cidade. Mas, precisamos do apoio e consciência de toda a população, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, tomando as precauções necessárias para que possamos achatar a curva de contágio e evitar o colapso do setor de saúde”, ressaltou o prefeito Ronaldo Lage Magalhães.

Rosana reiterou a fala de Ronaldo ao dizer que, sem o apoio da sociedade, a saúde pública não tem condições de absorver e tratar os casos. “Sem isso (isolamento social), todo o esforço maciço de novas estruturas assistenciais não irá evitar o colapso do sistema”.

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