Uma em cada 100 casas visitadas por agentes da Vigilância em Saúde de João Monlevade (Visa) está com focos do mosquito Aedes aegypti. Os dados foram apontados após realização do Levantamento Rápido de Índice de Aedes aegypti (LirAa), entre os dias 19 a 21 de outubro deste ano.

A vistoria apontou que João Monlevade está numa taxa de infestação de 1,5 nos imóveis trabalhados. Segundo a Visa, o maior número de focos foi encontrado em tambores, tanques recipientes de armazenamento de água, seguido de pneus, lixos diversos e depósitos elevados e depósitos naturais.

De acordo com a coordenação epidemiológica, João Monlevade está em situação de alerta e merece total atenção. Isso porque qualquer descontinuidade nas ações de controle da dengue pode alterar o quadro para situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika.

Só neste ano foram registrados 3.552 casos suspeitos de dengue na cidade. No ano passado, o número foi de 176. Também há um caso confirmado de zika e outro de chikungunya.

O modo mais seguro de prevenção contra dengue, zika e chikungunya ainda é não se deixar picar pelo mosquito. O ciclo de transmissibilidade tem início nos criadouros, exclusivamente água limpa e parada, onde o mosquito põe os ovos que, encontrando condições favoráveis, eclodem em larvas. Essas larvas se desenvolvem até a forma adulta do mosquito. São as fêmeas do mosquito que picam o ser humano, dando assim continuidade ao ciclo.

É importante frisar que 80% dos criadouros do mosquito transmissor estão em imóveis residenciais, o que torna o engajamento de toda a população no combate à doença como essencial. Nada de água parada em baldes, vasos e poças. O mosquitinho gosta é de água limpa e fresca.

Estudos apontam que 2016 é um dos anos mais quentes do século, um dos fatores propícios ao desenvolvimento do aedes. Para quebrar a força da epidemia, é preciso que todos se unam no combate a essas doenças completamente preveníveis.

É preciso quebrar o ciclo de transmissibilidade. Se você não é picado, não é infectado pelo vírus.  Se não há ovos, não há mosquito. Se matarmos as larvas, não haverá mosquitos tampouco. Por fim, se não há pessoas doentes, os mosquitos, ao sugarem sangue de humanos, não se contaminam também.

Recentemente o Ministério da Saúde liberou uma vacina para a dengue, que apresenta uma taxa de sucesso em prevenção na casa dos 60%. Ela é indicada para a faixa etária de 9 a 49 anos de idade. A vacina ainda não faz parte do calendário nacional de vacinação, sendo, portanto somente encontrada na rede privada.

 

 

 

 

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