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Breno Fernandes dos Reis, de 24 anos, foi executado com vários tiros na noite de ontem (25), em João Monlevade. A identidade do assassino e os motivos do crime ainda são desconhecidos. Segundo informações policiais, o rapaz havia acabado de sair de um culto na igreja Batista, no bairro Loanda, quando foi surpreendido pelo autor dos disparos.

O homem foi morto na frente da mãe e da mulher dele. A companheira da vítima foi quem chamou a polícia. Ela abordou os policiais que patrulhavam a avenida Armando Fajardo e pediu socorro. Os militares foram até o local informado pela testemunha e depararam com Breno sentado no banco do motorista do carro dele. Ele respirava e estava desacordado. De imediato, o jovem foi levado até o Hospital Margarida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada na unidade de saúde. Ele tinha ferimentos de balas no rosto, tórax e barriga.

Consta na declaração da companheira de Breno que eles estavam assistindo ao culto na igreja Batista e por volta das 22h20, saíram do templo e foram até o veículo que estava estacionado na rua Pedro Pereira da Silva. Breno foi o primeiro a entrar no carro e, do lado de dentro, ao abrir a porta do carona para sua mãe entrar, foi surpreendido pelo atirador.

Para a polícia, a mulher contou que ao escutar os disparos fugiu em direção à avenida Armando Fajardo, onde encontrou os policiais. Ela disse ainda que não conseguiu identificar o autor dos tiros e apenas viu que se travava de um indivíduo pardo de aproximadamente 1,75m. O suspeito usava roupa escura e fugiu sentido ao bairro Promorar.

Já a mãe de Breno endossou o discurso da nora e acrescentou que estava em pé ao lado do carro, esperando o filho abrir a porta. Ela estaria de costas para o autor dos tiros e também saiu correndo ao ouvir os estampidos. Ainda conforme relatos dela, testemunhas apontaram que no local do crime havia um Fiat Uno parado. Há suspeita do envolvimento de uma segunda pessoa no homicídio e que tenha dado fuga ao atirador.

A mãe da vítima confirmou que o filho possuía uma rixa antiga com um morador do bairro Novo Cruzeiro, mas alegou desconhecer os motivos do desentendimento dele e do seu filho.

O local do crime se trata de parte de uma rua com pouca luminosidade onde não tem câmeras de vigilância. No entanto, a polícia apurou que em duas casas próximas ao local onde as testemunhas apontaram como rota de fuga do autor há vigilância eletrônica e as imagens poderão ajudar a polícia a desvendar o crime.

Um perito da Polícia Civil esteve no local e realizou os trabalhos. Ele recolheu sete estojos deflagrados de munição .9mm e seis projéteis.

 

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