João Monlevade: som alto em porta de loja está na mira de órgãos fiscalizadores

Bairro Carneirinhos (Bell Silva/OP)

EXCLUSIVO – A região central do bairro Carneirinhos está cada vez mais barulhenta. Além do tráfego intenso de veículos, lojistas têm disputado clientes com uso abusivo de aparelhos sonoros. São locutores e caixas de som na calçada para anunciar promoções e novidades para a clientela. A prática infringe lei municipal e tem sido fiscalizada de perto.

A Secretária de Meio Ambiente, Fernanda Ávila, apontou que diante de várias denúncias, na sexta-feira que passou (16), funcionários da pasta, fiscais de postura da Prefeitura,  juntamente com uma equipe da Polícia do Meio Ambiente, percorreram comércios nas avenidas Wilson Alvarenga Getúlio Vargas e Castelo Branco. A intenção,  conforme a secretária, foi orientar aos lojistas sobre as regulamentações e restrições de publicidade sonora.

“O alerta se deu em virtude de inúmeras denúncias de incômodo da sonorização. As queixas foram repassadas tanto à Polícia Ambiental [pelo 181] quanto para Secretaria de Meio Ambiente. É importante destacar que a lei complementar 008 em seu artigo 177, do Código de Posturas, não permite a propaganda em passeios públicos. Portanto, a publicidade pode ser feita dentro do estabelecimento, com a caixa de som voltada para interior da loja”, explicou Fernanda Ávila.

Sônia Silva, que tem um salão bem em frente a uma loja que usa as caixas de som na calçada, contou que há dias que o trabalho fica mais cansativo devido ao barulho do comércio vizinho. “Ás vezes não conseguimos nem ouvir o telefone tocar. O barulho do secador de cabelos e os anúncios das propagandas deixa qualquer um com dor de cabeça no final do dia. Entendo que usar o som é uma maneira de informar os clientes em relação às promoções e demais atrativos da loja. Mas isso não pode interferir no coletivo. Têm estabelecimentos que excedem o bom senso, ao ultrapassarem o volume permitido”, falou.

Quem mora no centro do bairro Carneirinhos também reclama. “É um abuso e uma falta de respeito. É um espaço de comércio sim, mas muitas pessoas também residem no centro. E não tem nada que impeça o som de chegar em nossas casas e atrapalhar. Às vezes, principalmente, aos sábados na véspera de datas comemorativas eles entram em uma disputa. Não consigo ouvir direito a televisão”, lamenta a universitária Mara Lúcia Minerva, que mora em apartamento em cima de uma das lojas.

Até mesmo os clientes não estão satisfeitos. É o que conta o professor Pedro Angelo. “Já presenciei situações de pessoas contratadas, locutores que ficavam na calçada falando dos produtos em promoção. Como cliente eu não consegui entender nenhum dos dois. As caixas de som também tomam espaço nas calçadas e atrapalham o fluxo de pedestres”, comentou.

Caso os comércios advertidos continuem a desrespeitar a legislação, eles podem ser multados.

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