Vaga de estacionamento rotativo demarcada na rua Louis Ensch, em ponto de ônibus

Aumento de vagas pagas e falta de organização são alvos de críticas de vereadores
O aumento das vagas do sistema de estacionamento rotativo, em João Monlevade, foi mais uma vez alvo de reclamações e críticas dos vereadores da cidade. Além da cobrança nas principais avenidas do município e em algumas ruas residenciais, agora há demarcação de vagas até mesmo em frente a ponto de ônibus e entre placas que indicam a proibição de estacionamento.

O assunto ganhou corpo durante a última reunião da Câmara de Vereadores, na quarta-feira (23). O parlamentar Belmar Diniz (PT) comentou que desde a implantação do sistema de estacionamento, foram assinados pela prefeita de João Monlevade, Simone Carvalho (PSDB), quatro decretos nos quais são autorizados o aumento das vagas pagas, que hoje giram em torno de 1.530.

“A situação está sem controle e a Câmara tem que buscar uma forma de frear esse abuso de instalação de vagas de rotativo, que tem a conveniência do Settran [Setor de Trânsito e Transporte]e do poder Executivo, que é quem assina os decretos”, pontuou Belmar que completou: “acho necessário o rotativo, mas está virando forma uma desenfreada a implantação da cobrança. Procurei o jurídico e não há como a Câmara alterar o projeto, mas a possibilidade da conversa. Temos que assumir o compromisso de tentar frear isso”.

O parlamentar citou exemplo de abuso da instalação do rotativo na rua Padre Pinto, no bairro Lucília. Com fotografias do local, ele apontou que entre duas placas de proibido parar e estacionar foi feita uma demarcação para estacionamento destinado a idoso. “O idoso pode ou não estacionar? ”, questionou.

O pedetista Thiago Araújo (Titó) também criticou a demarcação de novas vagas sem critérios. Ele, que foi o único vereador a votar contrário ao projeto que estabelece o estacionamento rotativo, afirmou que o sistema está uma bagunça. Titó também flagrou irregularidades e citou a demarcação de vaga paga, na rua Louis Ensch, no bairro Alvorada, em uma parada de ônibus. “É uma ganância tão grande em ganhar dinheiro que a situação está desenfreada”, comentou. Desde o começou do rotativo há várias demarcações erradas e uma chuva de criticas. “Precisamos do rotativo, sim, mas está virando bagunça e é preciso fiscalizar”, completou Titó.

O líder da prefeita na Câmara, Sinval Dias (PSDB) tentou minimizar as críticas afirmando que antes da implantação do rotativo não era possível estacionar no centro da cidade. Segundo ele, quem reclama do sistema tem dó de gastar para parar em vagas centrais. “É assim mesmo, mexe no bolso dá polêmica. O rotativo está funcionando direitinho”, disse o vereador que afirmou ainda que os decretos vão continuar, pois, conforme ele, essa é a maneira de regulamentar as demarcações de vagas.

O também tucano, Guilherme Nasser, foi mais ponderado ao falar sobre a questão e destacou que as falhas no sistema de estacionamento precisam ser corrigidas. Ele lembrou que desde o início foi favorável na implantação gradativa do rotativo. Também mais cometido, o vereador do PR, Vanderlei Miranda, pontuou a necessidade de diálogo sobre as mudanças. “Tem que ter diálogo. A Comissão de Transporte poderia opinar para poder ver o que pode ser feito. O rotativo indo para dentro dos bairros e isso é ruim. A Comissão é atuante e está ai para isso”, concluiu.

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