Julgamento cancelado: testemunhas e vítima são levadas para delegacia

Vítima e testemunhas de um caso de tentativa de feminicídio que era julgado no Fórum de João Monlevade, nessa manhã (12), foram parar na delegacia. O desfecho incomum ocorreu depois que a vítima foi flagrada conversando intimamente com uma das testemunhas.

O promotor do caso, Rodrigo Fraga, foi quem viu a situação. Com isso, o julgamento foi suspenso. Vítima e testemunhas foram levadas para a Delegacia de Polícia Civil para prestarem esclarecimentos. Um inquérito para apurar uma possível coação deve ser aberto.

Promotor Rodrigo Almeida

Esse é o primeiro caso de tentativa de feminicídio julgado em João Monlevade, desde a  alteração da legislação penal para incluir o termo como um agravante ao crime – já que as vítimas são mulheres.

O promotor Rodrigo lamentou o desfecho o cancelamento do julgamento pelas circunstâncias. Ele pontou que o juiz Rodrigo Braga, que presidiu a sessão tomou a decisão correta.

O promotor disse também que, em muitos casos, a vítima de agressão se coloca no papel de culpada e tenta inocentar o agressor. Por isso, nesse caso em específico, a mulher que figura como vítima, apresentou narrativas confusas e atribuiu as marcas de lesões a tombos por conta de álcool e remédios controlados.

O defensor público, Marcelo Oliveira, pediu a revogação da prisão preventiva do réu, que está detido no presídio de João Monlevade desde o dia 16 de março do ano passado. Segundo a defesa, o acusado ainda mantém um relacionamento com a vítima e teria sido prejudicado em algumas questões ao longo do processo.

A promotoria de Justiça é contrária ao pedido. O promotor Rodrigo Almeida justificou destacando a alta periculosidade do réu.

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