A chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, será um dos principais desafios de saúde pública a ser enfrentado no próximo verão, no Brasil.
Isso porque o número de notificações passou de 38,3 mil, em 2015, para quase 260 mil, em 2016, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Nos próximos meses as condições climáticas, a exemplo do calor e da chuva se mostram ideais para a propagação do agente transmissor.

A doença que fez 138 vítimas fatais este ano, foi notificada em dois, de cada cinco municípios brasileiros. Do ponto de vista epidemiológico, o aumento de casos era previsto, uma vez que a chikungunya, identificada pela primeira vez no Brasil em 2014, é uma doença recente.

Entre os 11 estados que registraram casos de mortes pela enfermidade estão Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Atualmente, 2.281 municípios brasileiros registraram chikungunya. No ano passado, 696 localidades foram atingidas pela epidemia.

O número de cidades em situação de risco de surto da doença, supera 800, incluindo Aracaju, Salvador, Rio Branco, Belém, Boa Vista, Vitória, Goiânia, Recife e Manaus.

Os sintomas mais comuns da chikungunya são febre alta, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos.Uma das principais preocupações das autoridades públicas de saúde é que a doença, provoque artrose crônica e incapacite as vítimas para o trabalho.

Com a intenção de esclarecer a classe médica sobre assistência especializada na fase aguda e crômica da enfermidade, o Ministério da Saúde está elaborando o Protocolo para o Tratamento farmacológico da Dor da Chikungunya.

O documento indica os medicamentos disponíveis para recuperação mais rápida e humanizada da saúde, dos acometidos pela doença.

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