Marcelo Sant’Anna / Imprensa MG

O Governo de Minas homenageou nesta terça-feira (30), na Fazenda Cabangu, em Santos Dumont, no Território Mata, 126 personalidades e entidades com a entrega da Medalha Santos Dumont.

A honraria foi criada em 1956 para comemorar os cinquenta anos do primeiro voo do brasileiro Alberto Santos Dumont em uma aeronave mais pesada que o ar, o 14-Bis, em outubro de 1906, em Paris (França).

Em sua mensagem, Fernando Pimentel destacou que o país vive um momento “desafiador”, mas que agora, após as eleições, os mineiros não devem deixar de sonhar e buscar uma Minas Gerais e um Brasil “mais justos e fraternos”, afirmou Pimentel em texto.

O governador destacou que, após o fim do seu mandato, permanecerá “um defensor intransigente dos interesses do Estado junto ao governo federal”. “Da minha parte, sempre estarei entre os que defendem o direito das minorias, dos oprimidos, dos humilhados, dos esquecidos. Sempre me alinharei entre os que trabalham pela construção de uma Nação comprometida com os direitos e os sonhos de todas as brasileiras e brasileiros. Uma Nação democrática, que nos orgulha a todos”, destacou o governador, lembrando o esforço da sua gestão em superar as dificuldades e manter os serviços do Estado em funcionamento para a população.

Homenageados

Dentre as personalidades e entidades homenageadas na cerimônia, 27 receberam a comenda no Grau Ouro, entre reitores e pró-reitores de universidades estaduais e federais, militares das Forças Armadas e magistrados. Uma das associações agraciadas foi o Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG). Representado por Walkíria Gomes, a entidade atua para combater o preconceito em questões que envolvem gênero e orientação sexual no Estado. “É um reconhecimento do Governo de Minas com relação ao trabalho do Cellos, na diminuição do preconceito, da desigualdade social, a LGBTfobia, fazendo com que essas ações diminuam a violência no Estado”, afirmou Walkíria.

Professora durante 17 anos e escritora, Marilene Guzella Martins Lemos destacou a importância da homenagem a pessoas que contribuem para a cultura em Minas Gerais. Ela foi uma das 65 personalidades agraciadas no Grau Bronze.

“Essa é uma maneira das pessoas que contribuem com a cultura do Estado sentirem que seu trabalho está sendo reconhecido, sendo visto pela comunidade. Essa valorização representa muito para quem doa parte do seu tempo para a construção da cultura e a difusão do conhecimento que têm”, avaliou a escritora.

Professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luciana de Gouveia Viana também foi agraciada. “Atribuo a minha indicação à minha passagem pela diretoria do Hospital das Clínicas da UFMG, um hospital de grande relevância para o Estado. É uma medalha que reconhece não só a atuação individual, mas todo o corpo de servidores públicos federais que atua lá”, afirmou.

Santos Dumont

Nascido em 20 de julho de 1873, Alberto Santos Dumont era o sexto filho de Francisca Santos e do engenheiro Henrique Dumont. A Fazenda Cabangu, local da cerimônia, é o lugar onde nasceu o inventor do avião e guarda um preciso acervo de Santos Dumont, entre réplicas de aviões e objetos do inventor.

 Em 1892, ele foi estudar na França. Em 1906, realizou o voo do 14-Bis, um pequeno avião de alumínio, bambu e seda japonesa. O voo, considerado o primeiro feito com um aparelho mais pesado que o ar, foi registrado pela Federação Aeronáutica Internacional. Recebeu vários prêmios, inclusive do Aeroclube da França.  Em 1932, já com a saúde debilitada, Santos Dumont foi levado pela família para uma estação de repouso no Guarujá, no litoral de São Paulo. Morreu no dia 23 de julho de 1932, três dias após completar 59 anos.

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