Médico fala de atrasos em pagamentos e sugere nova gestão para o Margarida

Antônio Gabriel de Vasconcelos Costa (Bell Silva)

O representante da Associação Médica de João Monlevade,  o obstetra Antônio Gabriel de Vasconcelos Costa, esteve na Câmara de Vereadores de João Monlevade, na tarde dessa quarta-feira (16) para falar sobre atrasos nos pagamentos dos honorários médicos pelo Hospital Margarida e a atual situação da gestão da unidade.

O médico ressaltou a importância de se conhecer a real dívida do hospital e disse que a atual situação é um “grito de alerta”. Antônio Gabriel explicou que quando a unidade de saúde presta serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS), o pagamento pelo procedimento é feito de forma separada, sendo repassados os valores devidos ao hospital, ao médico e a parte para suprimentos dos medicamentos usados. No entanto, conforme o médico, a parte da classe médica não tem sido paga há mais de cinco meses.

“Estão atrasando cada vez mais o repasse sem perspectiva de solução. Médicos sem receber desde fevereiro de 2019. Poucas categorias aceitam isso. É um atraso descomunal. Os médicos não pararam de trabalhar”, falou Antônio Gabriel que completou: “a administração usa dinheiro para pagar parte de dívidas. É uma decisão unilateral e sem consentimento dos médicos. O Departamento Jurídico da Associação Médica foi acionado para vermos quais medidas tomar”.

Os médicos estudam ainda a criação de uma cooperativa para que os repasses dos serviços prestados aos convênios sejam pagos diretamente à entidade, sem interferência da direção do Hospital Margarida.

Dívida crescente e críticas à gestão

O médico Antônio Gabriel criticou duramente a atual gestão do Hospital Margarida e a crescente dívida da unidade de saúde – que já beira os R$ 30 milhões. Ele pediu à Comissão de Saúde da Câmara para intervir na questão. “A melhor forma de combater o fogo é no princípio e acredito ser possível acharmos a solução. A dívida do Hospital Margarida é antiga e crescente. No entanto, temos uma administração politizada hoje”, disse.

O profissional fez ainda comparações com a atual gestão hospitalar com outras administrações que passaram pelo Margarida, destacando a Associação São Camilo e a Pró Saúde. “Essas instituições constroem relação de transparência e respeito mútuo. A sugestão é que as duas sejam contatas para verem a situação do hospital e, se possível, que assumam gestão do Margarida”, finalizou.

Na semana passada, o Hospital Margarida ganhou novamente notoriedade por conta da dívida crescente.

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Hospital Margarida volta a ser palco de discussões políticas por causa de dívidas 

 

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