Menos da metade das crianças em João Monlevade são vacinadas contra polio e sarampo

Menos da metade das crianças em João Monlevade foram vacinadas contra poliomielite e sarampo, no último sábado (18), quando os postos de saúde ficaram abertos para um “dia D de vacinação” contra as doenças. A expectativa era a de elevar a imunização a 60% do público-alvo (crianças menores de 5 anos), o que não aconteceu na cidade.

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. Dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Sipni), coletados na manhã dessa segunda-feira (20) apontam que a cobertura vacinal da poliomielite está na casa dos 45%, em João Monlevade. Até o momento foram 1.605 doses da vacina aplicadas. O público-alvo é de 3.554 crianças. Para o sarampo, as doses aplicadas foram de 1.584, o que corresponde a 44% do público-alvo de 3.554 crianças.

A meta do Ministério da Saúde é vacinar 95% do público-alvo da campanha, iniciada no último dia 6 e que segue até 31 de agosto.

Campanha intensificada

A campanha de vacinação neste ano foi intensificada devido ao surgimento de um maior número de pessoas infectadas por essas doenças. Há no momento, por exemplo, dois surtos de sarampo ativos no país: um no Amazonas, onde foram confirmados 910 casos, com três mortes; outro em Roraima, com 300 casos confirmados e quatro mortes.

Nas propagandas, tem sido reforçada aos pais a importância de imunizar os pequenos no caso do sarampo e da pólio, doenças que pareciam esquecidas pela população, pois eram consideradas eliminadas no país, mas cujos casos voltaram a aparecer.
Para garantir a cobertura total contra o sarampo, mesmo as crianças de 1 ano a até 5 anos que já tomaram alguma dose deverão ser imunizadas novamente com a vacina tríplice viral.

No caso da poliomielite, crianças que nunca tomaram nenhuma dose receberão a vacina inativada poliomielite (VIP). As que já tomaram pelo menos uma dose da vacina receberão apenas a gotinha (vacina oral poliomielite).

As autoridades de saúde têm buscado também afastar o receio dos pais que recebem informações falsas sobre supostos perigos de tomar a vacina, destacando não haver nenhum risco para as crianças.

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