A ETE foi inaugurada há mais de cinco anos e nunca entrou em funcionamento

Por falta de documentos do DAE (Departamento de Águas e Esgotos), a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Cruzeiro Celeste, em João Monlevade, recebeu multa de R$ 35 mil por inobservância da legislação ambiental, aplicada pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram). O curioso é que a multa foi aplicada mesmo sem a ETE funcionar. A administração municipal já recorre do pagamento e vai apresentar defesa.

O vereador Thiago Araújo (Titó-PDT) foi quem comentou sobre o assunto durante a reunião do Legislativo, na tarde de ontem (5). Ele pontuou que a ETE Cruzeiro Celeste ainda depende de licença para funcionar. A Prefeitura precisa de três autorizações, sendo que duas delas, a licença prévia e a de instalação (tem validade até 31 de dezembro desse ano) já foram obtidas. Falta a licença de operação.  Titó questionou a demora em conseguir a documentação, já que a ETE foi inaugurada há 5 anos.

O líder da prefeita na Câmara, Sinval Dias (PSDB), ficou irritado com as colocações de Titó e chegou a falar que o colega pedetista estaria equivocado com as informações. Sinval chamou Titó de irresponsável. “Não é nada disso que ele está dizendo [Titó]. Se o Eduardo Bastos [assessora da Secretaria de Planejamento da Prefeitura] vier aqui e explicar, vocês vão ver que não é nada disso. Eu tenho cópia das licenças aqui”, disse Sinval exibindo documentos. Titó rebateu a fala do tucano e ainda desafiou Sinval a apresentar a licença que originou a multa, a de operação da ETE.

Os ânimos acalmaram com a intervenção do presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD) que afirmou a veracidade da multa e esclareceu que é uma ação de praxe nas visitas da Supram. Ele destacou também que a Prefeitura havia prometido colocar a ETE e funcionamento e por isso a multa foi aplicada. No entanto, devido ao alto custo financeiro – R$ 6 milhões – a ação foi abortada. O valor é necessário para que a ETE funcione a plena capacidade. Hoje, segundo Djalma, com os equipamentos da Estação, só seria possível captar menos de um terço do esgoto que deve ser coletado.

ETE Carneirinhos

Já a ETE Carneirinhos, que começou a ser construída em 2014, está com as obras paradas e também dependerá de licença para entrar em operação. Ela será responsável por tratar o restante do esgoto sanitário da cidade. Enquanto não entram em funcionamento, todo o esgoto de João Monlevade é lançado no rio Piracicaba sem ser tratado.

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