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O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira avalia números do governo Temer
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O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira avalia números do governo Temer


O cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas Marco Antonio Carvalho Teixeira avalia que os 13% de aprovação do presidente em exercício Michel Temer, apontados nesta sexta-feira (1º) pela pesquisa Ibope, mostram que ele tem um “padrão Dilma” de aprovação.

“A presidente Dilma tinha uma aprovação de 11%, ou seja, a avaliação de Temer está na margem de erro de um governo padrão Dilma. Em termos de percepção da sociedade, a sensação é que as coisas permanecem como estão, apenas com outro comando”, diz.

Para o professor da FGV, “do ponto de vista político, assim como no governo Dilma, o governo Temer segue na lama”, diante das dificuldades políticas previstas diante da impopularidade do presidente em exercício.

“Quanto mais Temer tiver problemas de popularidade, maior será o custo no Congresso e foi justamente isso que ocorreu com Dilma. Esse custo é ainda mais alto considerando que estamos em ano eleitoral e os parlamentares avaliam ainda mais o impacto de suas decisões”, afirmou.

Ainda segundo Teixeira, outro fator que prejudicou Temer na pesquisa é o fato de ele ter escalado para o governo ministros investigados pela Justiça. “Sobre o aspecto da probidade, o governo Temer não fez mudanças e preferiu priorizar acordos políticos. O custo social é amplo”, concluiu.

Conheça a trajetória política de Michel Temer:

Michel Temer iniciou sua carreira no governo de Franco Montoro em São Paulo, como procurador-geral do Estado e secretário de Segurança Pública. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 30.5.1984Eleito deputado federal em 1986, Temer se licenciou em 1992 para reassumir a secretaria de Segurança após o massacre do Carandiru. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 16.11.92Reeleito, Michel Temer se tornou presidente da Câmara dos Deputados em 1997; na foto, reza ao lado de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 10.12.98Em 2001, após dois mandatos à frente da Câmara, Michel Temer apoiou Aécio Neves (PSDB-MG) como sucessor e se elegeu presidente do PMDB. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 22.01.01Michel Temer foi reeleito como presidente nacional do PMDB em 2007 e acertou apoio do partido ao segundo mandato do ex-presidente Lula. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 11.03.07Com o apoio do PT e do governo Lula, Michel Temer reassumiu o comando da Câmara dos Deputados em 2009. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 01.02.2009Em 2010, Lula e o PT preferiram outro nome do PMDB para ser vice de Dilma; no entanto, o partido insistiu na indicação de seu presidente nacional, Michel Temer. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 12.06.2010Em 1º de janeiro de 2011, Michel Temer assumiu o cargo de vice-presidente da República, ao lado da presidente Dilma Rousseff. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 01.01.2011Junto com Renan Calheiros e Eduardo Cunha, Temer garantiu apoio do PMDB à reeleição de Dilma e sua continuidade como vice; dissidência defendia candidatura própria. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 10.06.14Michel Temer tomou posse para o segundo mandato como vice-presidente da República em 2015 cobrando mais espaço para o PMDB no governo. Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo - 01.01.15Em dezembro 2015, foi divulgada uma carta de Temer para Dilma, na qual ele declarava sentir-se apenas um "vice decorativo". Foto: Fotos PúblicasEm 2016, o PMDB anunciou rompimento com o governo Dilma e decidiu apoiar o impeachment da presidente; Temer passou a articular com aliados um possível governo dele. Foto: ASCOM- VPR - 25.04.16


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