Militares farão inspeções nas cadeias, após morte de mais de 130 detentos só este ano (Andressa Anholete AFP)

Os mil homens das Forças Armadas responsáveis pela varredura nos presídios estarão prontos para entrar em ação em cerca de dez dias. Inicialmente, serão 30 equipes, mas o efetivo poderá ser aumentado, caso haja necessidade.

Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o trabalho será pontual, em busca de armas, drogas ou celulares. Os militares não poderão tercontato com os presos, nem substituir os agentes carcerários.

O trabalho das Forças Armadas nos presídios vai funcionar de acordo com a demanda. Cada estado deve pedir formalmente o auxílio.

A partir daí, é feito um estudo do local, um detalhamento. As buscas serão sempre de surpresa, não programadas.

Enquanto a varredura nas celas estiver sendo feita, os presos deverão ser encaminhado para outro local, como um pátio, por exemplo.

Segundo o ministro, as Forças Armadas só entrarão em presídios em que haja risco praticamente zero de rebeliões ou tumultos durante a presença dos militares.

O custo inicial será de R$ 10 milhões e o comando da operação será das Forças Armadas. Entre uma varredura e outra, caberá ao estado manter a segurança e a fiscalização do presídio.

Segundo o ministro, os militares entrarão nas penitenciárias armados de acordo com a necessidade. Ainda não houve pedido formal dos estados para esse apoio das Forças Armadas.

No entanto, o ministro da Defesa disse que há expectativa de chegada de pedidos depois da reunião que o presidente Michel Temer terá na tarde de hoje (18) com governadores da Região Norte e do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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