Minas avança rumo à descaracterização de barragens a montante

Um novo passo foi dado rumo ao risco zero na atividade minerária em Minas. Depois da publicação de lei que determina a descaracterização de todas as barragens construídas pelo método a montante – mesmo tipo das estruturas que se romperam em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019) – , o Governo de Minas Gerais determinou a criação de um comitê de especialistas que vai definir as diretrizes para a descaracterização das 43 últimas estruturas desse tipo ainda existentes em seu território.

A composição do comitê, formado por 18 membros, foi estabelecida por meio de resolução conjunta. O grupo terá o prazo de 120 dias para conclusão de seus trabalhos, que incluem estabelecer as diretrizes, premissas e termos de referência para a descaracterização de barragens que utilizam – ou tenham utilizado – o método de alteamento a montante em Minas.

Sob coordenação da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), o comitê também terá representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do Instituto Estadual de Florestas (IEF), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Ministério Público Federal e especialistas com reconhecida experiência na área, como pesquisadores, engenheiros e consultores.

A expectativa, com os resultados dos trabalhos, é obter maior clareza e definição para o processo de descaracterização de todas as barragens de contenção de rejeitos e resíduos alteadas pelo método a montante, provenientes de atividades minerárias.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui