Minas incentiva a inclusão social e produtiva de catadores

Ação busca fortalecer os processos de coleta seletiva, buscando a melhoria de condições de vida, de trabalho e de acesso a políticas públicas

Evento conta com a participação de cerca de 150 convidados, de 42 municípios mineiros (Carlos Alberto/Imprensa MG)

A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e a Educcappe Consultoria Educacional abriram, nesta terça-feira (14/3), o Seminário Estadual do Projeto Minas Reciclando Atitudes – Repensando o Futuro, na sede do Centro Mineiro de Referência em Resíduos Sólidos (CMRRS), no bairro Esplanada, em Belo Horizonte.

O evento, que conta com a participação de cerca de 150 convidados de 42 municípios mineiros, busca a inclusão socioprodutiva dos catadores de materiais recicláveis não organizados e o fomento aos empreendimentos econômicos solidários e das redes de cooperação atuantes com resíduos sólidos.

A ideia da Sedese e da Educcappe é fortalecer os processos de coleta seletiva nos municípios de abrangência do projeto, buscando a melhoria de condições de vida, de trabalho e de acesso a políticas públicas.

Segundo a secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Rosilene Rocha, o seminário conta com representantes de cidades que são muito prioritárias, como as do Médio de Baixo Jequitinhonha, Norte de Minas, Caparaó e alguns municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte

“O seminário quer trazer essa marca do tema da inclusão no mundo do trabalho, da inclusão social por meio do trabalho das pessoas. Esse tema da inclusão social é central para nós da Sedese e do Governo de Minas Gerais. É muito importante esse seminário porque é um momento de adesão do governo local, das prefeituras. Não é o Governo do Estado, a Sedese, que vai conseguir tocar bem esse trabalho. A gente pode até apoiar, assessorar, coordenar, cofinanciar, mas o trabalho com as cooperativas, com os trabalhadores, isso é os gestores locais que têm condições de fazer”, enfatizou.

A secretária fez também um apelo para que a adesão dos municípios ao projeto seja não só administrativa, formal, mas que seja pela luta, pelo trabalho solidário, pela organização desses trabalhadores, que têm um valor enorme na sociedade e nem sempre são reconhecidos dessa maneira. “A nossa ideia é impulsionar isso, que o trabalho possibilite a valorização dessa rede para que se construa comunidades mais justas para todo mundo”, pontuou.

O subsecretário de Trabalho e Emprego Antônio Lambertucci ressaltou que o projeto da Sedese se encaixa na estratégia de enfrentamento da pobreza no Estado de Minas Gerais, realizado em parceria com o Ministério do Trabalho. “Esse projeto visa incluir socioprodutivamente os catadores de material reciclável em Minas Gerais. Ele é dirigido a 1.680 pessoas em 42 municípios no Estado, sendo que 70% deles ainda não estão organizados em cooperativas”, explicou.

Segundo ele, a ideia é que eles possam se organizar em coooperativas e associações para fortalecer essas entidades, visando à sua inclusão no processo produtivo de coleta seletiva. Dessa forma, pensa-se e trabalha-se o catador como agente social e ambiental, que contribui para a sociedade à medida que fortalece a coleta seletiva, o que tem impacto ambiental para as populações, bem como na geração de renda.

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