Montplam deixa dívida em comércio de Ouro Branco e funcionários na mão

Comerciantes amargam prejuízo deixado por empresa em Ouro Branco

A empresa Montplam, que tem sede em João Monlevade, foi contratada pela unidade de uma siderúrgica na cidade de Ouro Branco para prestação de serviços na área da empresa e, há alguns dias, encerrou o canteiro de obras, deixando dívida no comércio da cidade, além de dezenas funcionários sem pagamento. As contas atrasadas são em alojamentos e restaurantes.

No início da semana, uma reunião foi realizada na Prefeitura de Ouro Branco com comerciantes locais, representantes da Associação Comercial e da Agência de Desenvolvimento, advogados e vereadores, para tratarem da questão.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ouro Branco (Aceob), Péricles D’Avila Bartholomeu, lamentou o ocorrido e disse que vários setores amargam prejuízo com a saída da empresa da cidade. Por telefone, o presidente disse que não é a primeira vez que o comércio local fica no prejuízo com empresas contratadas pela siderúrgica, que deixam a cidade sem honrar com os compromissos. Segundo ele, o montante já gira em torno de R$ 2 milhões.

“A empresa mudou o contrato social recentemente e deu vários sinais de que poderia não dar certo, mas a siderúrgica ignorou isso. Do dia para noite a empresa foi embora e não conseguimos contato com a Montplam e nem sabemos o que aconteceu. Notas vencidas a receber de comerciantes de Ouro Branco somam cerca de R$ 2 milhões”, disse o empresário que afirmou também que a empresa que contratou a terceirizada foi procurada e ainda não se manifestou sobre o assunto. “Eles [a contratante] pediram listagem com lista de créditos e alegara que vão nos procurar”, explicou Péricles.

De imediato, o presidente da Associação Comercial disse que os comerciantes vão procurar ajuda jurídica para ajuizarem uma contra a Montplam Engenharia.

Funcionários sem salários

Trabalhadores de João Monlevade que estavam prestando serviço para a empresa em Ouro Branco também procuraram a reportagem e relataram que foram orientados a deixar a cidade porque o pagamento do alojamento onde estavam não havia sido pago pela empresa, assim como o restaurante que servia comida a eles. Os funcionários procuraram o sindicato da categoria para não ficarem no prejuízo em relação aos salários e acertos trabalhistas.

Como a empresa encerrou as atividades em João Monlevade, cerca de 50 ex-funcionários estiveram na sede da firma para reaver documentos pessoais e reivindicar direitos trabalhistas. Muitos reclamam que não receberam salários e não podem trabalhar em outra empresa porque estão sem documentos como a Carteira de Trabalho.

Os funcionários também reclamam que equipamentos estão sendo retirados da sede da Montpam em João Monlevade devido a uma autorização judicial. Segundo eles, os materiais seriam garantia de um possível pagamento. Diante disso, o sindicato da categoria vai tentar uma outra ação judicial impedindo essa retirada e determinando a venda dos equipamentos como garantia de pagamentos aos funcionários.

A direção da Montplam não foi encontrada para comentar sobre a questão.

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