Moradores de Barão de Cocais passam por treinamento de emergência

No primeiro treinamento de Barão de Cocais, segundo autoridades de segurança, aproximadamente 60% do público-alvo, 6 mil pessoas, se interessaram pela atividade (Divulgação PMBC)

Neste sábado (18), moradores de Barão de Cocais passarão por novo simulado de evacuação de emergência. O treinamento foi anunciado ontem (16) pela Vale e ocorre às 15h. As equipes da mineradora vão apoiar a realização do simulado, que será conduzido pela Defesa Civil.

O novo treinamento ocorre depois que a Vale identificou movimentação no talude Norte, na cava da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais. Segundo a empresa, o local não tem atividades desde 2016 e a situação já foi informada para as autoridades competentes.

Em nota, a Vale ponderou que “não há elementos técnicos até o momento para se afirmar que o eventual escorregamento do talude Norte da Cava da Mina Gongo Soco desencadeará gatilho para a ruptura da Barragem Sul Superior. Mesmo assim, a Vale está reforçando o nível de alerta e prontidão para o caso extremo de rompimento”.

Desde a veiculação da informação, a Vale intensificou a veiculação de informações em rádios da região e por meio de panfletagem.

O nível de alerta da Barragem Sul Superior foi elevado para 2 no dia 8 de fevereiro. Desde então, a Vale vem mantendo interlocução com as comunidades, prefeituras, defesas civis, empresas e demais órgãos competentes da região. A empresa realizou simulados de emergência com moradores da Zona de Segurança Secundária (ZSS) dos municípios de Barão de Cocais (25/3), Santa Bárbara (29/3) e São Gonçalo do Rio Abaixo (3/4). Foram instalados sete pontos de encontro em Barão de Cocais com funcionamento 24 horas por dia.

A Vale reitera o seu compromisso com os moradores da região e os manterá informados sobre as próximas ações e os acontecimentos que envolvem a sua segurança. A cava e a barragem são monitoradas 24h por dia.

Ações já realizadas

A barragem Sul Superior está em nível 3 desde 22 de março. Em 8 de fevereiro, cerca de 400 pessoas da Zona de Autossalvamento (ZAS) da barragem – comunidades de Piteiras, Socorro, Tabuleiro e Vila do Gongo – haviam sido removidas preventivamente e foram acolhidas em moradias provisórias alugadas pela Vale, hotéis, pousadas da região e casa de familiares, respeitando a vontade de cada um.

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