Febre amarela: morte de homem e macacos acende alerta na região

Em Barão de cocais, um dia depois da morte do macaco foi realizada a pulverização de bloqueio nas proximidades de onde o animal morto estava

A suspeita da morte por febre amarela de um pedreiro no distrito de Barra Feliz, em Santa Bárbara, e a confirmação de uma pessoa infectada pela doença em São Gonçalo do Rio Abaixo fez com que cidades da região intensificassem a prevenção contra a febre amarela. Macacos encontrados mortos em Nova Era e Barão de Cocais também têm chamado atenção das autoridades em saúde.

Em Nova Era, no início da semana, três macacos foram encontrados mortos por moradores. Eles estavam em avançado estado de decomposição, o que prejudicou a coleta de material para análise. Na cidade, a vacinação contra a febre amarela foi intensificada (leia aqui).

Já na cidade de Barão de Cocais, no último dia 12, foi encontrado um macaco morto no bairro Irmãos Aleme. O animal foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial em Belo Horizonte. De acordo com o setor de epidemiologia da Prefeitura, devido ao ocorrido deu-se início a diversas ações para o controle e prevenção a febre amarela, que apresenta surto no estado.

Um dia depois da morte do primata foi realizada a pulverização de bloqueio nas proximidades, a verificação do cartão vacinal e a intensificação da vacina, casa a casa, totalizando 201 doses aplicadas. As ações ocorreram nos bairros Garcia, Andaime, Sagrada Família e Capim Cheiroso.

João Monlevade

A coordenadora Vigilância em Saúde (Visa) na cidade, Lucimara Guerra e Silva, afirmou na manhã desta quarta-feira (17) que um macaco morto também foi achado na cidade, no bairro Boa Vista, há dois dias. O material do primata foi encaminhado para exames que podem apontar a causa da morte dele. “Todo macaco encontrado morto tem que ser enviado para análise”, explicou a coordenadora que disse ainda que também na cidade está internada no Hospital Margarida uma pessoa com suspeita de ter contraído febre amarela. O paciente é de Rio Piracicaba.

A respeito das ações de prevenção à doença no município, Lucimara enfatizou que a cidade está em alerta. “Como João Monlevade está em uma área limítrofe com São Gonçalo e Santa Bárbara, é aconselhável que a população procure os postos de saúde para se vacinar. A Policlínica, no centro da cidade, está aberta durante todo o dia e não fecha para o almoço. Temos vacinas e a dose é única. Ontem [16] fizemos uma reunião e também vamos de casa em casa, na região que faz limite com São Gonçalo e checar o cartão de vacina de cada um”, finalizou.

Até o momento são 12 casos confirmados de febre amarela silvestre em Minas Gerais no período 2017/2018, sendo que 11 evoluíram para óbito. Outros 34 casos continuam em investigação pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

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