Mulher é presa em Monlevade por estelionato com aplicativo de relacionamento

Objetivo da experiência é comparar informações autopreenchidas às que seriam obtidas de forma presencial

O Departamento Estadual de Investigações de Fraudes, em Belo Horizonte, apresentou nesta segunda-feira (13), uma mulher de 30 anos que foi presa em João Monlevade, suspeita de cometer crimes de estelionato utilizando um aplicativo de relacionamentos.

De acordo com a delegada Renata Ribeiro Fagundes, policiais estiveram em João Monlevade descobriram que a criminosa fazia festas, se hospedava em hotéis de luxo e que frequentava bons restaurantes, mas que não tinha nenhuma atividade profissional formal que justificasse esse padrão de vida.

A mulher, segundo a polícia, fazia uso de fotos de terceiros e, ora se apresentava como homem à procura de mulheres, ora como mulher à procura de relacionamento com outras mulheres. A Polícia Civil conseguiu identificar quatro mulheres, com idade entre 36 e 40 anos, que foram vítimas do crime. Ao todo, nos casos relatados, ela conseguiu arrecadar R$ 50 mil. O perfil das vítimas mostra que elas tinham curso superior, família e eram de classe média alta.

De acordo com a delegada, a suspeita mantinha relacionamentos virtuais com as vítimas, que duraram de um a cinco meses, dependendo do caso. Os diálogos eram constantes e, em certo momento, ela inventava situações de emergência em que precisava de dinheiro emprestado e convencia as mulheres a dar a quantia pedida.

A teia de mentiras era tão complexa que a suspeita se aproximava e conquistava a confiança das mulheres dizendo que era irmã dos personagens que ela representava. Assim, ela tinha contato pessoal e convívio frequente com as vítimas, e reforçava a veracidade das histórias que contava. Todos os depósitos bancários eram feitos na conta da própria acusada, que representava o papel de irmã.

Quando as mulheres suspeitaram que o relacionamento era falso e denunciaram o caso à Polícia Civil, a suspeita chegou a fazer ameaças de morte aos filhos de uma das vítimas. Ao descobrir a farsa e perceber que o namorado virtual não existia, a mulher que manteve o relacionamento mais longo, de cinco meses, chegou a tentar suicídio.

A suspeita está presa preventivamente e responderá pelo crime de estelionato, que tem pena de um a cinco anos de prisão. Ela também já tem passagem pela polícia por ameaça.

Atualizada às 14h. Com informações G1 e Hoje em Dia

 

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