Nota tem coloração cinza e homenageia lobo-guará, ameaçado de extinção (Raphael Ribeiro/BCB)

A Defensoria Pública do Distrito Federal notificou o Banco Central recomendando a alteração da nota de R$ 200 para facilitar a identificação do novo valor pelas pessoas com deficiência visual. A notificação também foi feita à Casa da Moeda, responsável pela fabricação das cédulas.

A nota de R$ 200 tem o mesmo tamanho da de R$ 20  o que, segundo as entidades de defesa da pessoa com deficiência, impossibilita reconhecer a diferença entre as duas. O Banco Central informa que para produzir uma cédula em um formato maior teria que fazer uma adequação na fábrica, o que não seria viável no tempo disponível.

Para a identificação das pessoas com deficiência visual, segundo o banco, a nota de R$ 200 conta com três barras em alto relevo no canto inferior direito da nota.

O vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais, Justino Bastos, afirma que o alto relevo não é suficiente. Ele cita, por exemplo, o problema que pessoas cegas por causa da diabetes têm com a falta de tato.

Em nota, o Banco Central informou que já prestou esclarecimentos à Defensoria Pública do DF, indicando as razões para escolher o formato da cédula de R$ 200, e que permanece à disposição da defensoria.

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