Delegada Regional Ângela Furtado Braga assumiu no dia 02 de agosto o comando da 4a DRPC

A 4a Delegacia Regional de Polícia Civil (4a DRPC), de João Monlevade, já tem uma nova Delegada Regional, desde o dia 02 de agosto.

A Delegada Ângela Furtado Braga, de 46 anos de idade, natural da cidade de Divinópolis, veio da cidade de Varginha, no sul de Minas, para ocupar a vaga deixada pelo Delegado Bernardo de Barros Machado, transferido a cerca de três meses para Belo Horizonte onde ocupa atualmente a chefia da Divisão de Controle de CIRETRANS/DETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito), órgão ligado ao DETRAN/MG (Departamento de Trânsito de Minas Gerais).

Segundo Ângela Furtado, recebeu o convite do chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, o Delegado João Octacílio da Silva Neto, para assumir a 4a DRPC.

Ingressou na Polícia Civil de Minas Gerais em 1989 onde atuou por quatro anos na cidade de Oliveira como Escrivã, depois em Carmópolis de Minas e Varginha. Nesta última cidade, atuou na Divisão de Homicídios, Delegacia da Mulher, Crimes Contra a Vida e Sexuais, Juizado Especial e cobria plantões regionalizados nas Delegacia das cidades que pertencem ao Departamento de Larvas.

Essa é a primeira Delegacia Regional, comandada por Ângela Furtado. “Eu tive um pouco de resistência porque eu não sou muito afeta ao serviço administrativo. Todo Delegado é gestor da unidade dele, mas o regional tem que administrar a área toda, no caso aqui de 10 cidades. Foi uma mudança brusca de região e de serviço, mas quando fui convidada, o Dr. João Octacílio me disse que estava sem regional aqui há mais de 60 dias e como tenho um filho que estuda em Belo Horizonte, achei que deveria aceitar como um novo desafio. Fui muito bem recebida pelos outros delegados, investigadores, funcionários, pelo major Jayme Alves, comandante da Polícia Militar e pelos Juízes e Promotores da Comarca. Espero poder contribuir com a cidade e região, para ajudar a dar mais sensação de segurança à população”, disse.

Segundo ela percebeu que os índices de criminalidade na cidade não são alarmantes, bem diferente da cidade de Varginha onde eram registrados ataques constantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção criminosa que atua em vários estados brasileiros.

A Delegada disse ainda que pretende dar sequência aos planos do seu antecessor para a implantação do Instituo Médico Legal (IML), na cidade. “Nós ainda não temos um local para realizar exames de necropsia. Esse processo é feito no cemitério e isso é muito desconfortável, além uma estrutura muito deficiente, mas, eu e o Dr. André, chefe dos médicos legistas, vamos insistir nesse projeto e quem sabe, inaugurar esse posto sim”, destacou ela. Ainda segundo a Delegada, um policial civil será escaldado para trabalhar no rabecão para remoção de corpos.

Sobre a nova sede da Delegacia de João Monlevade, ela disse que o setor administrativo, que fica hoje na Rua Orozimbo Mamede no Bairro Rosário, vai passar para salas alugadas de um prédio que fica na Rua Bernardino Brandão, no mesmo bairro. A previsão da mudança é até o final deste mês.

A Delegada falou ainda sobre a chegada de 12 investigadores, para a 4a DRPC e que um deles vai atuar na cidade de Rio Piracicaba. Segundo ela são oito mulheres e três homens que passam a integrar o quadro de investigadores em João Monlevade. No entanto haverá remoções de cerca de oito detetives da Regional, que serão transferidos para outras cidades do estado.

Segundo a Delegada, a expectativa é que após a mudança da guarda de cadeia das cidades de Nova Era e São Domingos do Prata, para a SUAPI, já no próximo mês, os investigadores que atuavam nelas possam exercer suas funções investigativas nessas unidades, o que dará um ganho de efetivo. “Percebi que temos um grande apoio do Poder Judiciário e da Polícia Militar. Espero poder fazer um bom trabalho aqui, não sei até por quanto tempo, mas que a gente consiga fazer um trabalho que traga a sensação de segurança para comunidade e para todos nós. Vamos pensar em um trabalho também para melhorar a educação no trânsito. Eu estou horrorizada com algumas situações que já presenciei. Quase fui atropelada várias vezes porque os carros não param nas faixas de pedestres, como se a faixa fosse um simples desenho no chão. Penso também na questão do sistema Olho Vivo para ajudar nesse sentido”, concluiu a Delegada.

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