A Anvisa aprovou um novo modelo de rótulo para os alimentos. Entre as mudanças, uma lupa na frente da embalagem traz a informação se o produto tem alto teor de sódio, açúcar ou gorduras saturadas.

Esse tipo de rotulagem é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, para prevenir e controlar a obesidade e as doenças crônicas relacionadas a alimentação.

As mudanças são discutidas desde 2014.

Também haverá alterações naquela tabela nutricional que fica na parte de trás das embalagens.

A tabela vai ter fundo branco, independentemente da cor da embalagem, com letras pretas, para deixar as informações mais legíveis.

Para a nutricionista Barbara Ferreira, um consumidor bem informado é capaz de fazer escolhas mais responsáveis. Ela relata sobre riscos que um alimento sem a rotulagem completa pode trazer para quem o consome.

A Resolução da Anvisa entra em vigor 24 meses depois da publicação. Assim, os novos rótulos só estarão no mercado daqui a dois anos. No caso de alimentos produzidos por agricultor familiar, o prazo para adequação aos novos padrões será de três anos.

O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – criticou a resolução aprovada. O instituto defendia um triângulo no lugar da lupa. Segundo o Idec, a legibilidade do novo modelo fica comprometida com uso de tipografia em letras muito pequenas, e diminuição do espaço ocupado pelo rótulo na face frontal das embalagens.

O Idec afirma ainda que a agência aprovou um perfil que deixará muitos alimentos e bebidas, que deveriam ser rotulados por conta da sua composição nutricional inadequada, sem rótulo frontal. É o caso dos biscoitos recheados de chocolate, por exemplo, que não apresentarão no rótulo a informação sobre a alta quantidade de gordura saturada, mas somente o alerta “alto açúcar adicionado”, devido à exclusão do limite mais rigoroso do perfil de nutrientes.

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