Anselmo e Juarez: amor oficializado e livre de preconceitos

Na próxima sexta-feira (16), o colunista social Anselmo Oliveira e o encarregado de obras e músico Juarez Julio do Patrocínio sobem ao altar para dizer o ‘sim’ um ao outro. Vestidos com terno e gravata, o casal cruzará junto e de mãos dadas o elegante salão do Monza Confort Hotel.

Anselmo e Juarez protagonizam o casamento homoafetivo com direitos que vão além do papel. O que a Justiça lhes garantiu, eles celebram com discrição e na presença de seletos amigos e familiares – cerca de 100 pessoas. Parte deles é religiosa e para não gerar constrangimento a eles, os noivos pensaram na cerimônia laica.

Das tradições do grande dia, a marcha nupcial foi substituída pela música “A Noite do Meu Bem”. Antes dos noivos passarem, a “Ave Maria”, embala o momento da entrada dos padrinhos. Além disso, a cerimônia inclui uma juíza de Paz e um ritual simbólico dos noivos que farão o plantio de uma árvore. “Vamos simbolizar o começo e o crescimento de uma nova família. A nossa união sairá um pouco do tradicional, tendo somente duas entradas dos seis casais de padrinhos e dos noivos”, explicou Anselmo Oliveira que garantiu que muita música sertaneja e pagode também marcarão a data.

O colunista contou ainda que como um ato íntimo, o primeiro beijo como casados será dado sem plateia. “O pode beijar vai ficar para depois”, disse o noivo.

Em quatro meses, o que para muitos noivos seria um período de arrancar os cabelos, Anselmo e Juarez garantem ter sido tempo suficiente para planejar o enlace. “A gente já sabia os profissionais que queríamos e deixamos eles muito à vontade”, conta Juarez. “São muitos preparativos que ficaram sob a responsabilidade de uma equipe fantástica: Buffet Barenze, Flavia Santos cerimonialista, Floricultura São José e Cecília do Monzart Hotel. Todos muito parceiros e que abraçaram com gosto o nosso momento”, completou Anselmo.

Apesar de estarem juntos há algum tempo, o casal mantém uma postura contida por questões até profissionais. Aceitar a falar do casamento não foi visto como exposição e sim como serviço à população que pretende dizer sim ao companheiro e também para o mercado dos matrimônios, que deve se adequar aos noivos de mesmo sexo. “O mais divertido sobre os preparativos da nossa união é a curiosidade das pessoas sobre a cerimônia. Muitos insinuam e pedem convite. Na verdade essas pessoas não querem estar lá para festejar a nossa felicidade e sim para matar a curiosidade. E nossa união não será realizada com esse critério”, enfatizou Anselmo.

Para Juarez, o casamento é uma forma de demonstrar aos amigos e familiares de que tudo é possível. “A cerimônia de casamento é a realização de um sonho para qualquer casal, independentemente da opção sexual. Todo mundo sonha em, um dia, poder se casar. Fazer um casamento gay vai ainda além: vemos barreiras e tabus sendo derrubados. A mudança será que perante a lei seremos legalmente casados, com todos direitos de um casal, perante ao Código Civil”, frisou.

Anselmo ressaltou ainda que para que um casamento homoafetivo aconteça, é preciso derrubar barreiras e tabus. “Sofremos preconceitos, mas aprendemos que a partir do momento que nos aceitamos e colocamos limites, paramos de sofrer. Fazer um casamento com aceitação das nossas famílias é um momento único”, disse emocionado.

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