Obra para construção de creche no José de Alencar para novamente

A auxiliar de serviços gerais, Maria Eduarda Cota, de 37 anos, mãe de uma menino de 1 ano e 9 meses, é uma das mais de 500 mulheres em João Monlevade que aguardam vaga em uma creche municipal.

Essa fila poderia ser minimizada caso a construção da unidade no bairro José de Alencar ficasse pronta. Em obras desde 2016, por conta da falta de repasses financeiros, a creche teve os serviços paralisados novamente.

O projeto do local tem capacidade para atender a 400 crianças em período parcial ou a 220 em tempo integral e beneficiaria moradores bairros José de Alencar, Loanda, Laranjeiras, Satélite, Lucília, Metalúrgico, São Geraldo e São Benedito.

A paralisação das obras da creche foi um dos assuntos abordados na reunião semanal da Câmara Municipal de João Monlevade, nessa quarta-feira (4). A questão foi pontuada pelo vereador do PT, Belmar Dinis, que revelou apreensão sobre a continuidade ou não dos serviços. Essa não é a primeira vez que a obra para por conta da falta de dinheiro.

A unidade é construída a passos de tartaruga com verbas repassadas à Prefeitura de João Monlevade pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ocorre que o dinheiro não chega aos cofres públicos desde novembro do ano passado.

Informações divulgadas por Belmar durante a reunião dos vereadores dão conta de que a creche foi licitada, no ano de 2013, pelo valor de R$ 1,7 milhão. De lá para cá, a planilha de custo não foi atualizada. Até o momento, a empresa Ferreira Júnior, vencedora do processo licitatório para a realização dos serviços gastou R$ 730 mil e recebeu apenas R$ 350 mil pelos serviços.

“Desde novembro do ano passado, a empresa não recebe nenhum recurso. O FNDE não garante a continuidade do pagamento e cobra que a prefeitura tome providências se a empresa manifestar abandonar a obra, que começou em julho de 2016 e deveria ter sido entregue em abril de 2017. Me preocupa se tornar mais um elefante branco para a cidade”, ponderou o vereador.

Canil

As obras do novo canil municipal, que são feitas no Parque do Areão, pelo segunda semana, também foram motivos de questionamento. O lugar para abrigar os animais está sendo adaptado em obras abandonadas do projeto de construção do Memorial do Aço. O canil tem os serviços orçados em cerca de R$ 124 mil. As obras compreendem o cercamento do local com tela, estrutura metálica (telhado) e construção de dois banheiros.

Ainda faltam reformas em várias salas – piso, reboco, pintura, portas, janelas,circuito elétrico, por exemplo- e também acessibilidade ao local. Esses últimos serviços não constam na planilha de custos. “Se não derem continuidade, é um local com sério risco de depredação, vandalismo e invasão”, alertou Belmar.

Projetos

Dois projetos de lei, de autoria do vereador Guilherme Nasser (PSDB), tramitam na Câmara Municipal e podem ajudar na fiscalização de obras paralisadas. Um deles, dispõe sobre a obrigatoriedade de colocação de placa em obra pública municipal com explicações dos motivos de interrupção.

O outro projeto, proíbe a inauguração ou entrega de obras públicas inacabadas ou que não estejam em condições de atender aos fins a que se destinam. As duas matérias já foram aprovadas em primeiro turno e devem voltar à pauta na próxima semana para votação em segundo turno e redação final.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui