O vereador Revetrie Silva Teixeira (PMDB), que já trabalhou como monitor no ônibus, atestou as denúncias e fez outro alerta. Segundo ele, não há revezamento de motoristas nas viagens e um único funcionário fica responsável pela tarefa a cada semana

O ônibus da saúde, que leva pacientes de João Monlevade para tratamentos médicos em Belo Horizonte, tem se tornado alvo de polêmica e as denúncias não param. Durante reunião da Câmara de Vereadores, na tarde da última quarta-feira (22), o assuntou voltou à tona, depois que denúncia na semana passada apontou que um passageiro viajou em pé no ônibus.

O fato teria ocorrido porque o veículo que fazia a viagem estragou na estrada e foi substituído por outro com menos assentos.  “É uma reclamação em cima da outra”, disse ao abordar a questão, o vereador Antônio de Paula Magalhães (Toninho Eletricista – PHS).

O vereador Revetrie Silva Teixeira (PMDB), que já trabalhou como monitor no ônibus, atestou as denúncias e fez outro alerta. Segundo ele, não há revezamento de motoristas nas viagens e um único funcionário fica responsável pela tarefa a cada semana.

Belmar Diniz (PT) pesquisou o contrato da empresa responsável pelo transporte e informou aos demais colegas que o documento preconiza que em caso de troca do veículo, a substituição deve ocorrer por um com o mesmo número de assentos. Além disso, é de responsabilidade da empresa manter cintos de segurança nos assentos e a limpeza do veículo. “A Comissão de Saúde da Câmara deve cobrar o cumprimento do contrato”, disse.

Com base nas reclamações, a Comissão de Saúde da Câmara disse que vai checar de perto as denúncias. Os vereadores cogitaram até mesmo viajar no ônibus para verem a situação do veículo e condições oferecidas aos pacientes.

O outro lado

Por meio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, a prefeita Simone Carvalho (PSDB) disse que segundo a empresa Pessoatur (que realiza o transporte), “o ônibus que leva os pacientes está devidamente com cintos de segurança e a limpeza é feita como de costume, mas irão monitorar mais a partir dessa data”.  A Comunicação informou ainda que contrato com a empresa foi rescindido em função de problemas fiscais da mesma. “Foi feita uma  dispensa emergencial para atender o município por 90 dias. Após isso, deverá ser feita nova licitação para tal serviço”, consta em nota divulgada pelo órgão.

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