Operação ‘Alcatraz’ prende agentes penitenciários no Ceresp de Ipatinga

De acordo com as investigações, substâncias entorpecentes e aparelhos celulares estariam ingressando na unidade prisional com consentimento de agentes públicos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ipatinga, formado por integrantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e das Polícias Civil e Militar, deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 19 de maio, a operação Alcatraz, que investiga tráfico de drogas e favorecimentos aos presos na unidade do Ceresp de Ipatinga, do início de 2016 ao início deste ano.

Até o momento, foram presas quatro pessoas, incluindo dois agentes penitenciários que prestavam serviços na unidade quando as investigações tiveram início. Um terceiro agente penitenciário e outras cinco pessoas também são investigados.

Além das prisões, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, em Ipatinga e em Santana do Paraíso. O Gaeco apreendeu um revólver, dez munições calibre 38 e 40, uma bucha de substância semelhante a maconha e outros materiais que serão periciados.

De acordo com as investigações, substâncias entorpecentes e aparelhos celulares estariam ingressando na unidade prisional com consentimento de agentes públicos. De posse dos celulares, os presos, segundo o Gaeco, continuavam a comandar o tráfico de dentro da unidade e a prática de outros crimes no Vale do Aço.

Os trabalhos foram realizados em conjunto com a Corregedoria da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (Seds).

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