A morte do servente Jurandir Lourdes Reis, de 56 anos, vítima de um acidente de trabalho na manhã de sábado em João Monlevade, coloca em cheque a questão da segurança dos trabalhadores do setor da construção civil na cidade. Ele trabalhava em uma obra de um prédio na Rua Coronel Fabriciano, no Bairro Aclimação quando caiu do quarto andar.

Uma testemunha, que estava no mesmo andar, contou para a polícia que eles não usavam cinto de segurança, equipamento obrigatório para esse tipo de serviço em altura.

De acordo com o boletim de ocorrências, da Polícia Militar, a obra tem cabo guia e cinto porém no andar em que o operário estava não havia o equipamento.

Uma equipe do Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) esteve no local, mas apenas pode constatar o óbito.

Segundo a perícia técnica da Polícia Civil, que também esteve no local, a vítima teria caído de uma altura de aproximadamente 13 metros. O caso será investigado.

Flagrantes de operários sem equipamentos de segurança são constantes

Cenas de operários da construção civil trabalhando em lugares altos e sem equipamentos de segurança, podem ser vistas com frequência pela cidade e alguns acidentes já foram registrados este ano.

Na manhã do dia 15 de setembro um operário de 61 anos ficou ferido após cair de um prédio em construção que fica na avenida Wilson Alvarenga, no Bairro Carnerinhos, bem próximo da Praça Sete de Setembro. Ele teria se desequilibrado e caiu do sexto para o terceiro andar do prédio, numa altura de aproximadamente 10 metros. Com a queda, o trabalhador teve fraturas expostas na perna direita e no tornozelo direito, além de escoriações diversas.

Recentemente o presidente do Sindicato da Construção Civil, Gilson Santiago, disse que a fiscalização é feita e quando alguma irregularidade é constatada, a empresa é notificada para regularizar a situação. Disse ainda que muitos operários tem dificuldades em se adaptar com os equipamentos de segurança e acabam relaxando, mas que as empresas devem cobrar e tomar as medidas cabíveis no caso de descumprimento por parte do trabalhador.

Gilson também alertou para a importância do uso de equipamentos de segurança em obras, que, por lei, são obrigatórios. “Sempre que recebemos denúncias de irregularidades e falta de equipamentos nas construções, eu faço a vistoria e, se preciso, solicito a interdição imediata da obra. Nossa função é orientar e evitar acidentes em toda a cidade. Acredito que já salvei muitas vidas. Eu sugiro que as empresas façam reuniões para dar instruções e ainda ofereço o Sindicato para realizarmos palestras sobre a prevenção de acidentes para orientar os trabalhadores”, destacou.

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