Tão comum quanto ter um bichinho de estimação é o descarte indevido dos restos mortais do mascote após sua morte. Essa é uma preocupação que tem ganhado destaque nos últimos dias em João Monlevade, depois que o recolhimento dos animais mortos em clínicas veterinária da cidade passou a ser cobrado. O material é considerado lixo hospitalar e precisa ser descartado em local apropriado para não contaminar o solo e a água.

Até pouco tempo, quando os bichos morriam nas clínicas, os corpos eram encaminhados à Secretaria de Serviços Urbanos – responsável pela administração do canil municipal – que acionava a empresa responsável pelo recolhimento e destinação correta das carcaças dos animais. No entanto, essa política mudou recentemente e agora as clínicas veterinárias não podem mais levar os animais mortos até o canil.

Com isso, as veterinárias devem acionar a empresa para recolhimento do material e pagar pelo serviço. O valor cobrado pelo descarte é de R$ 10,00 por quilo. Ou seja, para um cão que pesa 30 quilos, o valor para o recolhimento da carcaça será de R$ 300,00. O vereador Belmar Diniz (PT) foi quem levantou a questão polêmica. Na semana passada,  o parlamentar manifestou preocupação com essa mudança. Ele, que procurou várias clínicas veterinárias para se inteirar sobre o assunto, disse ter apreensão de que cães e gatos sejam descartados de qualquer maneira em lotes e perto de rios.

Diniz pontuou que a prefeitura alega que não é responsabilidade dela fazer o recolhimento dos animais em clínica particular. “A orientação para quem não tem condição de pagar pelo serviço, que acione a empresa para buscas o bicho em casa. A clínica vai transferir o custo para o cliente. Eu faria pelo meu cachorro, mas nem todo mundo tem esse amor pelo animal. Vai criar impasse”, opinou o vereador.

Crime

Enterrar o animal em solo comum é uma atitude nociva à saúde, já que contamina o solo, atingindo, inclusive, os lençóis freáticos. Isso pode acontecer mesmo com corpos previamente embalados e lacrados, caso a cova não seja suficientemente funda e possibilite que a carcaça seja desenterrada, proliferando, assim, doenças. “O descarte inadequado do bichinho de estimação é um perigo para a saúde pública, e muitas pessoas não se atentam a isso”, observa a veterinária Maria Carolina.

“Quem não quer pagar pelo serviço ou não tem condição de arcar com o descarte do animal doméstico e, desta forma, desovam os corpos em terrenos de terceiros e até mesmo pelas ruas da cidade, o que, além de causar transtornos à população em razão do mau cheiro que exala do cadáver, coloca a saúde das pessoas em risco por meio da disseminação de pragas e enfermidades: Isso também é crime, segundo o artigo 54 da Lei Ambiental, e pode render prisão de um a quatro anos, além de multa, que pode variar de R$ 500 a R$ 13 mil’, destaca.

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