A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)  concluiu, nesta quarta-feira (3), o inquérito policial instaurado para apurar a morte de um jovem, de 22 anos, em Itabira.
Investigações apontam como suspeito do crime o próprio pai da vítima. O corpo do jovem foi encontrado na residência dele, no Centro da cidade, em 17 de janeiro deste ano.
O trabalho investigativo para apuração dos fatos foi realizado pela Delegacia Regional em Itabira.
Durante coletiva o delegado regional Helton Cota Lopes, contou detalhes das investigações.
Segundo Helton Lopes, no dia do crime o pai teria acionado o Serviço de Atendimento Médico (SAMU), por volta das 05h30, relatando que seu filho teria chegado de uma festa completamente transtornado e possivelmente sob efeito de drogas, gritando e entrando para o quarto. Passado algum tempo, o pai entrou no quarto e percebeu que seu filho estava desfalecido e com sangramento em um dos ouvidos.
Ainda segundo o delegado, durante as investigações constatou-se que a história contada pelo pai era “fantasiosa”, e que o pai teria sido o autor do golpe que causou a morte do rapaz. Disse ainda que naquela ocasião os dois tiveram um atrito verbal, que passou a ser físico, tendo o suspeito se apoderado de um pedaço de madeira, possivelmente o cabo de uma enxada e desferiu um golpe no rosto do filho ocasionando um sangramento intracraniano que o levou a morte.
Helton Cota disse ainda que foi apurado que ocorrerem diversos atritos anteriormente entre pai e filho, pelo fato do pai se apoderar de bens dos filhos para comprar drogas. Disse também que no dia do crime a vítima não havia chegado transtornado em casa, como afirmado pelo suspeito e que o golpe fatal teria sido dado dentro do quarto da vítima.
”O exame de necropsia comprovou que a vítima não estava sob efeito de drogas quando veio a óbito”, pontuou o delegado.
O homem foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado, por motivo torpe, e ele vai responder pelo crime previsto no Código Penal Brasileiro e poderá cumprir uma pena prevista entre 12 e 30 anos.
O delegado concluiu dizendo que o suspeito não chegou a confessar o crime e que o objeto usado na ação não foi localizado.
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